quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MAQUINISTAS DA CP

É por causa destes fulanos que eu sou extremamente a favor de que os funcionários públicos devam poder ser despedidos, à luz do Código do Trabalho que vigora para os privados, claro.

É que parece ridículo o que se está a passar. Fazem greve, nos tempos difíceis em que estamos, mas é um direito que lhes assiste. Mas falham os serviços mínimos decretados pelo tribunal (ai o que diria Salazar se isso acontecesse no tempo dele!!!) e a empresa, muito bem, instaura processos disciplinares aos "falhantes". E eles, não contentes, fazem outra greve por causa dos processos disciplinares, porque querem que os terminem, sabe-se lá porque carga de água!

O pormenor é que são os impostos altos que eu (IVA...) e os meus pais (IRS...) - e os outros todos, claro! - pagam, que sustentam estes fulanos. E que, caso fosse uma empresa privada nas mesmas condições - a CP está à beira da falência e se fosse privada na sei o que lhe tinha acontecido... - eles não fariam nada disso e teriam que lutar para que a empresa se mantivesse e não perdessem os seus postos de trabalho!

A vontade que me dá é sugerir ao Sr. Ministro das Finanças que privatize a CP. E depois eles que se arranjem. E aí vamos ver quantas mais vezes eles fazem greve. Isto é brincar com quem lhes paga os salários, ou seja, com todos nós!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

IMPUNIDADE

Desde o final do Estado Novo que se gerou no seio da sociedade portuguesa um clima de impunidade crescente. Também propiciado pela "liberdade" que a III República trouxe, mas sim, começamos a ter um clima de impunidade cada vez maior.

Sabemos que, na escola, os alunos cada vez são menos responsabilizados pelos erros que cometem, vindo os psicólogos justificar todas as atitudes que tomam. Sabemos que são cada vez mais pessoas que acham que o Estado lhes deve dar um subsídio para que vivam, já que não conseguem viver por si próprios. Sabemos de tudo isso e de tudo mais.

O ponto é que, desta vez, chegamos a um ponto de quase-não-retorno. O Bairro do Aleixo é um bairro tipicamente de pessoas deste género. O problema é que elas pensam que as coisas devem ser assim e que quando não são assim, é que as coisas estão erradas.

E por isso se tomam todas as medidas que se achem adequadas, legais ou não. Demolir o Bairro do Aleixo é, concorde-se ou não, uma decisão do Presidente da Câmara, autoridade superior da cidade e tem que ser respeitada. E não se justifica que se incendeie uma máquina escavadora por puro e simples vandalismo.

Até as formas de contestação popular estão cada vez mais insurrectas. E toda a gente sabe disso. Já não chega manifestar, mas sim manifestar com violência e impunidade. E quando a Polícia aparece para manter a ordem, é um bico de obra. É um abuso de violência, da força e, enfim, de tudo o mais que se possa imaginar. Porque se habituou o povo a uma rédea larga e que custa a apertar. Um pouco à semelhança da situação financeira do país, cuja opinião que eu defendo é conhecida.

É urgente uma reforma do sistema judicial e penal português. Para que seja mais rápida e eficiente. Para que o tempo de espera seja cada vez menor. Para que cada vez mais se compreenda que o "crime" não compensa. E hoje em dia, não vê nada disso. Bem pelo contrário...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ESPANHA

Parece que a realidade chegou a Espanha. Rajoy (o novo primeiro ministro) já disse que quer reduzir o défice em 16,5 mil milhões de euros.

Herdou um país que tem mais de 20% de desempregados, uma dívida pública elevadíssima e um crescimento quase a chegar ao medíocre.

Tem que reduzir despesa, para fazer com que a carga fiscal seja menor, o que lhe fará criar mais emprego. Conhecem este discurso?

Pelos vistos corta em tudo e parece que só as pensões mais baixas ficarão fora dos cortes. Proibição das reformas antecipadas e reforma aos 67 anos. É bom que toda a gente se consciencialize que a austeridade veio para ficar Até que as coisas fiquem in su sitio. O que vai demorar muito tempo. Mas que é necessário para o futuro.

SE NÃO CONSEGUEM TRABALHAR, EMIGREM!

Foi o que, grosso modo, disse Passos Coelho, a uma questão colocada por um(a) jornalista do Correio da Manhã, sobre o desemprego dos professores.

Declaração de interesses: a minha mãe é professora primária.

Posto isto, digo que o que o Primeiro-Ministro disse aquilo que qualquer um já sabe. Quando não há trabalho, então tem que se emigrar. Enfermeiros, engenheiros, cientistas, etc., todos já o fizeram! E ninguém veio condenar isto. É a ordem natural das coisas.

Eis que, toca a Passos Coelho dizer o mesmo e, pois claro!, Carvalho da Silva cai em cima e Seguro vem mesmo dizer que "é uma afirmação de um primeiro ministro de braços caídos."

Para mim, soa-me a necessidade de criticar por criticar. É de ver que, com os problemas da natalidade e com a racionalização de custos (boa ou má, não estou a criticar) que está a decorrer, dificilmente (para não dizer impossivelmente) haverá lugar para todos. Lógico!

E os outros o que deverão fazer? Esperar que caia um milagre dos céus? Esperar uma catástrofe? Ou então ir fazer pela vida? Ou então procurar fontes de rendimento? E porque não emigrar? Dar aulas de Português noutros países?

Pois. Mas Seguro defende que o Estado deve ser o eterno garante de tudo. Mas isso é impossível desde sempre. E quanto mais se quer garantir, mais despesa e menos rentabilidade dessa mesma despesa. E assim, mais dívida. O que, logicamente, não se pretende.

O problema é a "comunicação" como diz Medina Carreira. O senhor sabe o que tem que fazer, mas não é muito hábil a comunicar. É demasiado frontal. Se calhar, se fosse como Sócrates, dizia que iria procurar desenvolver uma tentativa de plano para tentar empregar a maioria dos professores, o que, em última análise, iria dar em águas de bacalhau. Mas vendia ilusões. Iludia os portugueses que iria fazer qualquer coisa.

Pelo contrário, Passos Coelho foi frontal e não vendeu ilusões. Disse que não haveria lugar para todos. Agora, a frontalidade custa ouvir, ainda para mais vindo de seis anos de 4.000 pessoas (Medina Carreira dixit) a trabalhar na propaganda característica do Eng. Sócrates. É um novo estilo. Que custa ouvir e que cria rejeição aos portugueses. Mas eu de vendedor de ilusões estou cansado. Mal por mal, prefiro este.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CIRCO (PARA NÃO CHAMAR PIOR...)

Vivemos num autêntico circo. O que se tem passado nos últimos dias no mundo político português é de bradar aos céus.

No sábado, um deputado da nossa nação (se bem que o cargo já teve maior respeitabilidade do que a que tem... parece que agora só vai para deputado quem é aprendiz de político profissional, mas adiante...) deu-se ao "luxo" de dizer que está-se "marimbando" para com os nossos credores. E que, caso eles "não se pusessem finos", não se devia pagar a dívida que contraímos com eles.

O cúmulo vem com um senhor ao qual se "deve" (um corno, mas pronto) a nossa democracia, Manuel Alegre, a elogiar este tipo de afirmações e este tipo de atitude, pois fazem falta e dão "alma à democracia".

Neste sentido, hoje, na AR, um deputado do PSD vem fazer aquilo que eu não gosto e veio tirar partido de uma frase infeliz do deputado para por mal António José Seguro (AJS, daqui por diante). Ora pronto, foi o fim da macacada. Defesa da honra e troca o passo e o execrável líder parlamentar do PS a intervir mais uma vez.

Basílio Horta intervém no assunto, "chamado" pela bancada do PSD. Ora, faz uma intervenção sem nexo, e na resposta do deputado do PSD, interrompe e chama-o de "ordinário" (citação).

Enfim. Tudo isto seria risível se não fosse trágico. Quanto ao deputado Pedro Nuno Soares, responde por mim Manuel Maria Carrilho, ilustre militante do... PS:
«A dívida instalou-se na cultura ocidental, e de um modo cada vez mais constante e avassalador, desde que se privilegiou de um modo absoluto a relação com o futuro, concebendo-o como um horizonte que acolhe e compatibiliza todas as promessas e expectativas, por mais contraditórias ou inviáveis que fossem. Foi isso que, antes de todos, percebeu Nietzsche, o mais visionário dos filósofos do século XIX. Foi no segundo ensaio do seu livro A Genealogia da Moral, de 1887, que ele perspicazmente sugeriu que a sociedade não resulta da troca económica (como pensaram A. Smith ou K. Marx), nem assenta na troca simbólica (como viriam a defender as perspectivas antropológica ou psicanalítica), mas que ela se organiza a partir do crédito. Ou mais precisamente, da relação credor-devedor. A grande intuição de Nietzsche foi a de que é a assimetria entre o crédito concedido e a dívida assumida que, desde os seus primórdios, está no fundamento de toda a vida social, antes mesmo da produção e do trabalho. Destacando a proximidade, em alemão, entre o conceito de dívidas (Schulden) e a noção de culpa (Schuld), Nietzsche defende que a chave da organização da sociedade se encontra na sua capacidade para fabricar homens capazes de prometer, e nos seus múltiplos mecanismos para obrigar a honrar as promessas feitas. Teria sido esta a origem da memória, que seria o lugar do mais remoto aparecimento da consciência individual, e nomeadamente dos sentimentos de medo, de má consciência ou de culpabilidade.»

No que toca ao deputado do PSD, é tempo de deixar de fazer este tipo de política, rasteira e que não interessa a ninguém. É tempo de se preocuparem com o povo que está cá fora, sem paciência para "guerrinhas" que não interessam nem ao Menino Jesus. 

E quanto a Basílio Horta, é lamentável que um senhor com o estatuto que ele tem, se deixe levar por um momento e tome atitudes tão lamentáveis. Não posso dizer mais do que isso.

P.S. Chirac foi condenado por corrupção em França. Para quando a condenação dos políticos que nos levaram ao estado em que estamos?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

COMPETÊNCIA, OU FALTA DELA...

Estou muito chateado comigo mesmo. Chumbei a Fiscalidade por culpa própria. Por causas que já diagnostiquei há muito tempo, mas que ainda não fui capaz de mudar.

1ª razão) Ser um precipitado do pior, o que faz com que muitas vezes não leia as coisas. Podia ter passado sem problemas se tivesse lido tudo até ao fim como deve ser.

2ª razão) Ter tudo colado com "cuspe", ou seja, estudar tudo em cima da hora. Podia ter passado sem problemas se tivesse estudado mais.

Fico chateado mais por causa da primeira do que por causa da segunda. E fico mais chateado por ver que sabia e não apliquei. Enfim. Fica para exame. E aí não vou falhar. Porque vou levar as coisas sabidas. Como não podia deixar de ser.

sábado, 10 de dezembro de 2011

REAL MADRID x BARCELONA

Valeu a pena. Foi um bom jogo. Com alguma sorte à mistura para Guardiola (sim, Messi podia ter sido expulso à meia-hora de jogo, o segundo golo é uma sorte danada e Ronaldo falha um golo que não costuma falhar antes do 1-3 e depois disso há um remate de Benzema que Higuain não conseguiu desviar e um remate de Kaka que passa pertíssimo da linha de golo), foi um grande jogo.

E na segunda parte foi a confirmação daquilo que Mourinho e quem percebe minimamente de futebol diz: aquela equipa é um produto acabado, que quem entra está completamente identificado com a sua filosofia e que não não muda com os diversos treinadores que por lá passem. E tem a sorte de ter um treinador perfeitamente identificado com a história da "filosofia". E foi isso que aconteceu, sendo que a segunda parte foi o expoente máximo disso. Busquets a fazer lembrar Guardiola de um modo excepcional e Xavi a um nível elevadíssimo.

Do lado do Real Madrid (por quem torci, sempre fui madridista, apesar de apreciar muito a forma como o Barcelona joga) critico toda a estratégia do princípio ao fim. Porque para ganhar ao Barcelona tem que ser com estratégia, porque a filosofia muda consoante os treinadores que por lá passem. Critico principalmente o facto de Ronaldo ter passado grande parte do jogo no meio, o que não fazia sentido nenhum, uma vez que ele é um ala, e a consequente troca com Benzema (que é um ponta de lança e não um ala...) que não beneficiou nada o jogo da equipa. Depois, Coentrão a defesa direito não funciona, como eu sempre disse (e Coentrão não é titularíssimo no Real como os benfiquistas diziam, pois não?) e falta definitivamente um defesa direito de boa qualidade àquele plantel. Eles existem e é só questão de os procurar.

Penso também que Mourinho se preocupou em manietar o Barcelona e não em ganhar o jogo. Foi resultando enquanto o resultado era favorável. Depois, nem por isso. E Ozil precisava de uns jogos no banco e Kaka mostrou que tendo jogado mais tempo poderia fazer outras coisas.

Em suma, apesar de tudo, uma boa vitória do Barça.

Quanto ao campeonato, o Real continua na frente, com menos um jogo e o mesmo número de pontos do Barcelona. Continua na frente e só depende de si para ser campeão. Mas o Barça continuará a ser um grande adversário. Vai ganhar acima de tudo quem perder menos pontos e não quem ganhar mais pontos. E espero que seja o Real Madrid.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nova regra do euro força proibição de défices na Constituição

O novo pacto orçamental, em cima da mesa dos líderes europeus, obriga países a inscrever na Constituição proibição de défice.

No esboço de conclusões do acordo, a que o DE teve acesso, a "nova regra orçamental do euro" é que "os orçamentos públicos deverão ser, em princípio, equilibrados", abrindo uma excepção para "ter em conta o impacto orçamental do ciclo económico" ou em caso de "circunstâncias excepcionais". Esta modificação não precisa de uma ratificação longa do Tratado e pode ser aplicada já nos próximos meses.
A regra a nível nacional deve conter um "mecanismo de correcção automática que pode ser activado em caso de desvio". O Tribunal de Justiça Europeu é mandatado nesta cimeira para "verificar a transposição dessa regra a nível nacional" garantindo que será "introduzida a nível constitucional ou equivalente".
A regra deverá detalhar ainda que o défice estrutural não poderá exceder 0,5% do PIB nominal, o que deve ser adaptado às circunstâncias nacionais para ter em conta a sustentabilidade de longo prazo. Quem tiver uma divida abaixo de 60% poderá ter défices estruturais maiores.
A regra não merece contestação entre os líderes, a dúvida é se espera por uma revisão mais profunda do Tratado ou avança já. Em Portugal não há sequer consenso político entre os maiores partidos quanto à inscrição de um travão da dívida na Constituição.

IN DIÁRIO ECONÓMICO

Parece-me um bom princípio. A ver se o doente não morre da cura. A ideia é boa. Tem em vista que, com orçamentos equilibrados, menos dinheiro será preciso pedir e mais seguro será emprestar, o que, em última análise fará com que os juros fiquem mais baixos.

O problema é chegar até lá. No caso português temos um Estado claramente sobredimensionado. E a redimensionalização dele fará com que muito boa gente passe muito mal e que haja, como se está a ver com a ponta do icebergue que está a ser afectada, uma grande contestação a vários níveis. Tudo depende da forma como foi conduzido.

Contudo, as "individualidades" socratico-socialistas não colaboram em nada. Temos um Grupo Parlamentar do PS dividido com 1/3 ligado ao traste que deixou há pouco tempo o poder. E um líder que não os manda calarem-se, como devia, mas ainda os apoia. Depois temos o senhor Soares que anda por aí a dizer o que não existe. E para variar, temos um Governo que não se explica. O pormenor é que se os outros pintavam a coisa de cor-de-rosa, este pinta de negro e de um modo esquisito. O que não ajuda nada.

Temos mesmo que elquilibrar as contas. É como nos orçamentos familiares, a uma escala mais ampliada. Depois de uma altura a viver acima das posses, temos mesmo que por as contas em ordem, e depois criar poupança de modo a que não se volte a repetir a situação. O problema é quando temos as coisas fora do controle. O aperto custa mais. E nós estamos nesta situação. Por isso é que custa mais. E podiamos ter feito isto há mais tempo? Podiamos, se tivessemos alguém decente a governar-nos. Assim, vai ser agora, que vai custar mais.

O problema vai ser se morremos da cura. Sairmos disto sem empresas ou com empresas pouco competitivas. O que, diga-se, seria muito mau. Pelo que também deveria existir um plano de apoio à economia. Espero para ver o que o senhor Santos Pereira tem a transmitir aos portugueses neste domínio. Porque também dependemos dele. Contudo, não concordo com aqueles que dizem que anda ausente. Tem todo o direito a estudar o seu (grande, enorme) ministério e a definir o modo como vai estruturar a sua política. E para isso, tem o tempo que entender conveniente. O problema é se vem cá para fora e manda "cada tiro, cada melro" nos disparates...

Pior mesmo seria se saíssemos do Euro. Seria o fim, porque muita da nossa vida iria mudar de um momento para o outro. Combustíveis mais caros, automóveis mais caros, enfim, produtos importados mais caros, devido à enorme desvalorização da moeda. A nossa vida iria sofrer bastante. Por outro lado, seriamos muito mais competitivos nas exportações e os nossos preços internos ficariam inalterados. E ficariamos condenados à periferia da Europa. A entrada no Euro significava a entrada para o patamar da frente da Europa, onde demonstrámos que não sabiamos estar. Agora é a altura de demonstrar que temos essa qualidade.

Temos de aproveitar esta oportunidade para nos tornarmos um país viável e atractivo. Pode ser a última para mudarmos definitivamente de vida. E este pode ser mesmo um princípio, por mais custoso que seja...

TAP

No mínimo inacreditável o modo como os pilotos estão a lidar com a empresa. Se desse lucro, ainda vá que não vá. Mas dá mesmo prejuizo. E muito. E querem mais regalias? Os donos de 20% da empresa? Que bom, se calhar vai começar a ser altura de eles investirem na empresa, a ver se dá lucro. Pois, isso era mesmo bom...mas não, disso não se conte com os pilotos da TAP.

Igualmente para os senhores juizes. Ai, que me vão cortar o 13º e 14º mês. Pois. Mas têm um conjunto de regalias que mais ninguém tem. E isso eles não dizem. E sabem que o Estado tem de reduzir custos. Mas quando toca a eles custa. Como a todos. Deviam era ser solidários.

Como diz o Ministro das Finanças, "Não há dinheiro. Qual destas três palavras é que não percebeu?" Bingo! Era isto que se devia dizer a toda a gente, nem que para isso fosse necessária uma conferência de imprensa...

CASA DOS SEGREDOS

Degradante. No mínimo. Deveria fazer com que a sociedade se preocupasse a sério com o que se vê por aqueles lados. Erros de palmatória, português de fugir, enfim, de tudo um bocadinho o que não se deve ver.

O pior? Não saber quem é o Presidente da Câmara da Capital do país, O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o PGR, o Primeiro-Ministro, a Presidente da AR e o Presidente da República.

O mais grave? Não saber sequer o hino nacional do princípio ao fim sem lhe mandar uma "martelada" bem mandada. E depois, riem-se, o que é sintomático.

Dá mesmo para rir. Quanto mais não seja com os disparates que vão dizendo cá para fora. Porque de resto é uma vergonha.

E quanto à Teresa Guilherme, já eram horas de deixar de gozar com quem acredita em Deus e é católico. Fica mal, apesar de poder ser popular. E à qualidade que tem (que eu gosto, principalmente quando desenvolve os enredos de uma forma extremamente criativa, que eu aprecio), devia deixar-se disso...

BRINCADEIRAS DE CRIANÇA OU TALVEZ NÃO...

Pois... parece que Sócrates se resolveu a explicar porque é que deixou chegar o país ao ponto a que chegou. Pelos vistos, pagar as dívidas é uma brincadeira de criança. Depois vem justificar-se com o facto de querer dizer que era na totalidade. Pronto. Mas as dívidas pagam-se. Não há almoços grátis!

Depois parece-me absurdo vir dizer uma coisa acertada depois do disparate. Sim, as dívidas devem ser geridas, de modo a que não sejam demais para que depois os encargos não sejam, por sua vez, demais também. E eu concordo. O pormenor está na cronologia do tempo. Pelos vistos Sócrates diz que se deve poder fazer dívida, e depois geri-la. Eu defendo que não se deve fazer dívida, de modo a que não seja necessário geri-la. Porquê? Simples, para que depois não haja demasiados encargos. Lógico.

Para que se faça uma ideia, neste OE2012 vamos pagar mais de juros do que, imagine-se, o "enorme" Sistema Nacional de Saúde. Parece demoníaco e é-o, de facto. Fruto do modo como o Eng. Sócrates idealizou o modo de gerir a dívida. E nos próximos anos a coisa vai ser mais ou menos assim. Até que a dívida pública chegue a um ponto de sustentabilidade, vamos gastar muito dinheiro em juros.

E isto vai durar muitos anos. Não 2, não 3, não 5. Talvez mesmo 10 anos em que vamos andar de cinto apertadinho e a coisa vai doer. E contra mim falo, porque sou estagiário e vamos ver se a minha empresa, tal como muitas outras, sobrevive. E a coisa, como se sabe, não está fácil, para ninguém, a começar pela Banca. Pelo que é indispensável que o Estado se reduza ao que tem e ao que pode e deixemos os sonhos para "outras núpcias". Porque vamos sofrer e vamos. E bastante. Culpa? De como se idealizou de como "gerir" a dívida! E não, não há outro caminho. É este, apertado e com mau piso. Mas é este.

LIGA EUROPA

Ora pronto. Parece que afinal a Liga dos Campeões vai ter menos interesse que a Liga Europa!

Estou a ironizar. Mas equipas com o histórico (e os plantéis) de Man Utd, Man City, Olimpiakos, Porto Valência e outros estarem na Liga Europa dá um outro gostinho à competição e torna-a mais interessante. E que, diga-se de passagem, só dá mais mérito a quem a ganhar...

AJAX vs REAL MADRID e DINAMO x LYON

Eu não sou de intrigas e acredito na boa-fé das pessoas, ao contrário de muito boa gente que eu conheço. Mas em meia sofrer sete golos e serem todos eles (muito) facilitados é de uma coisa alucinante. Ainda para mais quando se joga uma etapa importante na época dos clubes em qustão. Ainda para mais quando no outro jogo se anulam dois golos limpinhos que fariam a equipa passar à fase seguinte.

Salgalhada? Simples.

O Ajax era segundo no seu grupo. Precisava de um milagre para não passar à fase seguinte: perder e o Lyon ganhar e no conjunto suplantar uma diferença de sete (!) golos. Ora, o Ajax perdeu por 3-0 e o Lyon ganhou por 7-1. Diferença de 9 golos. Releve-se o facto de o português Jorge Sousa ter feito uma arbitragem execrável e ter anulado dois golos limpíssimos ao Ajax. Releve-se também o facto de o Dinamo ter sofrido 6 golos em menos de 40 minutos, o que dá uma média simpática de um golo por cada 6 minutos.

A parte da teoria da conspiração é esta: o Lyon é uma equipa francesa, a França passou Portugal no ranking da UEFA, que (ironia das ironias!!!) é presidida por um... Francês, que já ganhou uma competição europeia (contra o Porto, pois claro...) beneficiado pelo árbitro dessa final, o que o torna uma pessoa algo suspeita. A adicionar a isto temos Demagoj Vida, defesa do Dinamo a fazer sinal com o polegar e uma piscadela de olho ao avançado Gomis, autor da modica quantia de 4 (acho eu) golos...ele que nem é um grande goleador...

Enfim! Investigue-se, apesar de eu saber que não vai dar em nada. Mas que é suspeito, lá isso é...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SLB - OTELUL

Ganhou, e ainda bem. Tem a sorte (e o mérito) de ter ficado em primeiro do grupo. Não vi o jogo, porque sabia que eram favas contadas, mas de todo o modo o Benfica ganhou e isso é que interessa.

No que toca ao futuro, o Benfica tem um caminho algo simpático para os quartos de final, uma vez que tem como possíveis adversários equipas como o Napoles, CSKA, Lyon, Bayer Leverkusen, Marselha, Zenit e Milan. Destes todos, só deverá atemorizar o treinador do Benfica a sólida equipa do Milan. Todas as outras estão, na minha opinião, ao nível do Benfica.

De todo o modo, todo o cuidado é pouco, mas o Benfica tem todas as hipóteses de aceder aos quartos de final da Champions, algo que é de elogiar.

SLB

Espera-se que o Benfica ganhe hoje e seja primeiro no grupo. À partida evitará os chamados "tubarões" da Europa e, com sorte, evitará um deles depois nos quartos, uma vez que o Man Utd sendo segundo terá de defrontar um deles.

Espera-se que assim seja, até pelos pontos que isso vai trazer ao ranking europeu de clubes e porque é sempre bom ver as equipas portuguesas a fazer boa figura na Europa. Eu não sou como alguns que ficam todos felizes por verem equipas portuguesas afastadas das competições europeias. Parece-me um contra-senso. Nas competições internas, o caso muda de figura, como é óbvio...

AZAR

E no melhor jogo da época, o FCP empatou com o Zenit e perdeu a hipotese sequer de ser primeiro no grupo.

E perdeu face a uma equipa que de bom só tem mesmo o guarda-redes e que vai, se tudo correr dentro do normal, ficar-se já pela primeira eliminatória da Champions.

De todo o modo, se Vitor Pereira queria estar na Champions teria que fazer uma coisa muito simples que era ganhar os dois jogos ao APOEL, o que seria a coisa mais normal. Mas nota-se que desde o puxão de orelhas de Pinto da Costa aos jogadores, existe mais vontade de ganhar. Afinal de contas os líderes existem para alguma coisa!

sábado, 3 de dezembro de 2011

A IMPORTÂNCIA SERMOS UNS PARA OS OUTROS

Vim hoje de uma aula de mestrado. Depois de uma semana onde o cansaço chegou ao limite e de começar a meter as argoladas características das pessoas que dele sofrem, vim algo irritado.

Uma determinada fulana (que todos os que lidam com ela sabem quem é...), que na licenciatura se entretinha a fazer a vida negra ao pessoal volta a fazer das dela. Frequência em dia X a tal hora: toda a gente a favor e ela contra, porque, mesmo que estivesse doente não podia faltar ao trabalho. Mas, se fosse mais cedo, já posso, porque só entro mais tarde.

Boa! Solução óptima porque eu não me quis chatear. Por causa disso tenho de sair mais cedo, e uma colega tem de faltar a tarde toda. Só porque sua excelência não pode faltar, nem que a vaca tussa! Que se lixem os outros!

Esta está guardada. Quando tiver outra parecida, desta não me esqueço!

Tudo isto porque tenho uma outra amiga que passa por um dilema parecido, sem ser semelhante. Do género tipo trabalhos de grupo em que alguns trabalham e os outros andam à sombra dos que trabalham. Disso pelo menos não me posso queixar. Nem mesmo quando o panorama me parecia mais negro (e trabalhei com algumas das "personalidades" do curso...) a coisa corria mal. Havia sempre aquela máxima do "temos que ser uns para os outros" e se um é bom aluno (ou razoável, no meu caso) o melhor é não prejudicar e trabalhar também para uma boa nota, que sempre dá jeito para a média. É a importância de sermos todos bons colegas e amigos uns dos outros...