terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2014

A minha irmã decidiu ir para a Finlândia. Não se preocupem porque ainda não emigrou. Foi apenas ao abrigo do programa Erasmus. Ao fim e ao cabo acaba por ser uma mudança na vida, que já lhe fazia falta e custou mais aos meus pais que a ela. Daqui por 90 dias ela já está de volta.

Quanto a mim, continuo na mesma. Quero acabar a minha tese e arranjar emprego. Depois de um ano à procura disso, e que tédio não fazer mais nada do que isso e a minha tese, quero ver o que posso fazer da vida. Afinal já vou a caminho dos 25 anos e é aborrecido estar a depender dos meus pais. Mas pronto, é a vida e o que temos.

Se bem que 2013 não foi de facto um ano para recordar, apesar das muitas coisas boas (VR Clarinete Ensemble, as bandas, os amigos, etc.) que vivi durante o ano. Será que é em 2014 que isto vai mudar?

2013

Eu sei que não tenho escrito muito. De facto, não tenho tido muita vontade de escrever, e o que tenho feito tem sido no facebook. A modos que toda a gente que queira pode sempre consultar aquilo que penso e as evoluções que faço na forma de ver o mundo. O que pensava há um ano não é necessariamente aquilo que penso hoje.

Mas voltando ao que interessa, este ano foi mais um na luta contra a crise. Mudamos o Ministro das Finanças e aprendemos um novo significado da palavra "irrevogável". Mas continua tudo na mesma, porque, afinal, ainda estamos em Portugal. Portugal que voltou ao crescimento e a uma nova vaga de emigração. Ao fim e ao cabo é uma exportação daquilo que produzimos a mais, como os enfermeiros. A minha irmã diz-me que o Porto produz cerca de 500 enfermeiros todos os anos e Lisboa mais 300. A UTAD cerca de 80 e assim já vamos em 880, aproximadamente (contradigam caso seja errado...), fora os privados, e não se vê unidades de saúde novas e as que se criam contratam quem já está no mercado, pelo que acabam sempre por sobrar e têm que sair para outros países para trabalhar. Com os engenheiros e economistas é exportação de qualidade e ficam cá os maus.

Comigo, tudo na mesma. Continuo desempregado, à procura de emprego, a concluir a minha tese e entretido com as bandas. Já vi que o clarinete não vai ser a minha forma de vida, apesar de gostar muito de tocar clarinete. As bandas continuam na mesma e vou conseguindo conciliar tudo, pelo menos por enquanto. Na catequese as coisas continuam na mesma, mas já decidi que no próximo ano, se der catequese, porque não sei o meu futuro, não vai ser aos mesmos deste ano. Eles já precisam de um catequista novo.

Futuro? Vamos ver. Afinal de contas, nunca se sabe as voltas que a vida dá...