A minha irmã decidiu ir para a Finlândia. Não se preocupem porque ainda não emigrou. Foi apenas ao abrigo do programa Erasmus. Ao fim e ao cabo acaba por ser uma mudança na vida, que já lhe fazia falta e custou mais aos meus pais que a ela. Daqui por 90 dias ela já está de volta.
Quanto a mim, continuo na mesma. Quero acabar a minha tese e arranjar emprego. Depois de um ano à procura disso, e que tédio não fazer mais nada do que isso e a minha tese, quero ver o que posso fazer da vida. Afinal já vou a caminho dos 25 anos e é aborrecido estar a depender dos meus pais. Mas pronto, é a vida e o que temos.
Se bem que 2013 não foi de facto um ano para recordar, apesar das muitas coisas boas (VR Clarinete Ensemble, as bandas, os amigos, etc.) que vivi durante o ano. Será que é em 2014 que isto vai mudar?
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
2013
Eu sei que não tenho escrito muito. De facto, não tenho tido muita vontade de escrever, e o que tenho feito tem sido no facebook. A modos que toda a gente que queira pode sempre consultar aquilo que penso e as evoluções que faço na forma de ver o mundo. O que pensava há um ano não é necessariamente aquilo que penso hoje.
Mas voltando ao que interessa, este ano foi mais um na luta contra a crise. Mudamos o Ministro das Finanças e aprendemos um novo significado da palavra "irrevogável". Mas continua tudo na mesma, porque, afinal, ainda estamos em Portugal. Portugal que voltou ao crescimento e a uma nova vaga de emigração. Ao fim e ao cabo é uma exportação daquilo que produzimos a mais, como os enfermeiros. A minha irmã diz-me que o Porto produz cerca de 500 enfermeiros todos os anos e Lisboa mais 300. A UTAD cerca de 80 e assim já vamos em 880, aproximadamente (contradigam caso seja errado...), fora os privados, e não se vê unidades de saúde novas e as que se criam contratam quem já está no mercado, pelo que acabam sempre por sobrar e têm que sair para outros países para trabalhar. Com os engenheiros e economistas é exportação de qualidade e ficam cá os maus.
Comigo, tudo na mesma. Continuo desempregado, à procura de emprego, a concluir a minha tese e entretido com as bandas. Já vi que o clarinete não vai ser a minha forma de vida, apesar de gostar muito de tocar clarinete. As bandas continuam na mesma e vou conseguindo conciliar tudo, pelo menos por enquanto. Na catequese as coisas continuam na mesma, mas já decidi que no próximo ano, se der catequese, porque não sei o meu futuro, não vai ser aos mesmos deste ano. Eles já precisam de um catequista novo.
Futuro? Vamos ver. Afinal de contas, nunca se sabe as voltas que a vida dá...
Mas voltando ao que interessa, este ano foi mais um na luta contra a crise. Mudamos o Ministro das Finanças e aprendemos um novo significado da palavra "irrevogável". Mas continua tudo na mesma, porque, afinal, ainda estamos em Portugal. Portugal que voltou ao crescimento e a uma nova vaga de emigração. Ao fim e ao cabo é uma exportação daquilo que produzimos a mais, como os enfermeiros. A minha irmã diz-me que o Porto produz cerca de 500 enfermeiros todos os anos e Lisboa mais 300. A UTAD cerca de 80 e assim já vamos em 880, aproximadamente (contradigam caso seja errado...), fora os privados, e não se vê unidades de saúde novas e as que se criam contratam quem já está no mercado, pelo que acabam sempre por sobrar e têm que sair para outros países para trabalhar. Com os engenheiros e economistas é exportação de qualidade e ficam cá os maus.
Comigo, tudo na mesma. Continuo desempregado, à procura de emprego, a concluir a minha tese e entretido com as bandas. Já vi que o clarinete não vai ser a minha forma de vida, apesar de gostar muito de tocar clarinete. As bandas continuam na mesma e vou conseguindo conciliar tudo, pelo menos por enquanto. Na catequese as coisas continuam na mesma, mas já decidi que no próximo ano, se der catequese, porque não sei o meu futuro, não vai ser aos mesmos deste ano. Eles já precisam de um catequista novo.
Futuro? Vamos ver. Afinal de contas, nunca se sabe as voltas que a vida dá...
sábado, 7 de setembro de 2013
TRIBUNAL CONSTITUCIONAL
Tenho-me abstido de fazer publicações neste blogue porque não tenho mesmo nada de interessante para dizer, a não ser que ando à procura de emprego, que Jesus e o Benfica continuam na mesma, que o Sporting está a fazer um belíssimo trabalho de reestruturação e que o Porto está mais forte que o ano passado, mas a equipa não me convence.
Mas não é por isto que escrevo. Tenho acompanhado, como a maioria dos portugueses, as decisões do Tribunal Constitucional, pelo menos as mais recentes. E elas foram as seguintes:
Mas não é por isto que escrevo. Tenho acompanhado, como a maioria dos portugueses, as decisões do Tribunal Constitucional, pelo menos as mais recentes. E elas foram as seguintes:
- Declarou inconstitucional o despedimento dos funcionários públicos, através do mecanismo de requalificação.
- Declarou constitucional a candidatura de presidentes de Câmara a outros municípios, que não os de origem.
- Declarou constitucional a candidatura de presidentes de Junta às freguesias que tenham sofrido processos de agregação.
O que isto demonstra é o objectivo mais genérico que sobressai destas decisões. Para ajudar, relembremos que o mesmo tribunal considerou que o corte de salários na Função Pública é inconstitucional e que seria preferível o recurso ao aumento de impostos.
Em suma, que tudo se mantenha na mesma é o que quer este Tribunal. E ai de quem o critique. Tudo fica na mesma. Mesmo que seja necessário reformar. Até parece que nem passamos por uma situação de bancarrota três vezes em quase 40 anos. Cortar? Nem pensar. Aumentem-se os impostos. Despedir funcionários públicos porque são excedentários? Nem pensar. Menos alunos nas escolas? Mentira. Os números mentem e quem fala verdade são os sindicatos. E para isto, o TC vem alinhar na formatura.
Contudo, o que deviam cortar, nos eternos dinossauros políticos que não fazem mais nada do que "governar" Câmaras e Juntas não se passa nada. Limitação de Mandatos? Para inglês ver. Responsabilização dos titulares de cargos políticos? Dificil de provar! Mal feito fôra...
Enfim, precisamos mesmo de mudar isto. Tudo, de alto a baixo. Porque os artistas que nos governam desde 74 nada mais fizeram do que se governar a eles próprios e famílias e ajudar a governar os amigos e companheiros de longa data. Obras? Acima do Orçamento, ou nada! O que diria Salazar se fosse vivo? Razão tinha ele quando desconfiava que, com uma democracia parlamentar, Portugal soçobraria. Nota-se.
Venha uma nova geração de gente pôr isto no sítio. Estes não servem e as fontes de onde podem vir estão inquinadas, pelo que os próximos das mesmas cores não servem. Venha uma nova constituição, novas pessoas para nos governar e mandem estes para as Berlengas, sem telefones, sem Internet e só com uma enxada. Pode ser que assim Portugal entre nos eixos...
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O(S) OPORTUNISTA(S)
Já lhe chamei isto muitas vezes. Paulo Portas é o típico oportunista, neste caso político. É o termo mais simpático que lhe posso arranjar. Todos sabemos, e a história encarregou-se de o contar, da forma como se comportou com Santana Lopes, que foi demasiado educado face à situação em que todos, desde Sampaio a Barroso, o colocaram.
Neste governo a coisa não foi diferente. Comportou-se como um oportunista. Estava nas coisas boas e não estava nas coisas más. Estava na ida de Portugal antecipada aos mercados, com mérito (ainda que não total) do Ministro das Finanças, coisa que nunca referiu, mas não estava nas políticas de austeridade. Estava, na reforma do Estado, mas não estava, nos cortes que seria preciso fazer ao aparelho do Estado. Enfim, foi uma canalhice pegada.
Se eu fosse a Passos Coelho estaria agora num dilema entre dois tipos de soluções a tomar. Ou me ia embora e de vez, ou ficava, em prol do meu país (como parece que vai fazer). A primeira seria a mais fácil, seguir-se-ia a saída da liderança do PSD, dando lugar aos sempre iluminados (mas que nunca fizeram coisa nenhuma que se visse) Pacheco Pereira ou António Capucho.
A segunda, mais difícil, mas que seria a ideal, que era dar uma pantufada neste regime podre que vivemos. Fica, assume que fez mal em falar com Portas, assume que algumas coisas não correram bem e assume que tem de corrigir alguns pontos da sua governação. Em primeiro lugar, coloca os ministros e secretários de Estado do CDS contra a parede, questionando-os sobre a sua vontade em continuar no Governo. Com a lealdade que se lhes vai exigir. Não aceite a condição, entram ministros e secretários de Estado independentes. Acaba-se o jogo do engana em que vivemos. E depois a corja pendurista que nos dirige do Parlamento fará a sua opção: ou quer Governo, ou quer caos; ou quer a coisa bem feita, ou quer o "quanto pior, melhor".
Já tenho dito e escrito: aquilo que mais me assusta é, além deste Governo, não ver outro tipo de alternativas. Não falo dos partidos da esquerda mais à esquerda, que esses nunca serão Governo (e estranho quando dizem que defendem as eleições e tal, quando historicamente se prova - Cunhal dixit - que defendem e defendiam exactamente o contrário...), mas falo de Seguro, que vai lançando as suas ideias, mas todas elas têm um "se" lá metido. Tudo bate certo, e até agora tem batido - verdade seja dita. Mas nada depende dele. E se nada depende exactamente dele, tudo o resto pode sair bem ou sair mal. Ou seja, não se sabe se estaremos melhor ou pior. De Portas, sabe-se que é o eterno pendura do regime, e que dele não quer sair.
Por isso, e porque tenho quase a certeza que até ao fim da semana teremos Passos a dizer que não tem condições para governar, estou extremamente assustado com o panorama que poderemos vir a ter no futuro. Um individuo bem intencionado, mas associado a um pandilha que aposta em que tudo continue na mesma. Mais do que isso, não acredito que isto mude, uma vez que as pessoas vêm os partidos como os clubes de futebol. E depois temos os militantes, que fazem o resto. E uma lei dos partidos que dificulta o aparecimento de novos partidos. E eu penso que assim quase que mais vale não votar.
Acredito que Passos vai optar pela segunda opção e que a corja de indivíduos que está no Parlamento não o vai deixar trabalhar. Uns porque quanto pior melhor, outros porque se vão vingar do passado recente, e outros porque sim. Passos vai ter um caminho longo. E que pelo menos tente fazer as reformas que Portugal precisa. Depois o problema fica na consciência dos deputados. Até porque acredito que, no dia em que Portugal tiver que sair do Euro, sai da UE e vem outro Salazar. E mais 40 anos de Ditadura. Que será bem pior. Mas parece que ainda ninguém se apercebeu disto...
Neste governo a coisa não foi diferente. Comportou-se como um oportunista. Estava nas coisas boas e não estava nas coisas más. Estava na ida de Portugal antecipada aos mercados, com mérito (ainda que não total) do Ministro das Finanças, coisa que nunca referiu, mas não estava nas políticas de austeridade. Estava, na reforma do Estado, mas não estava, nos cortes que seria preciso fazer ao aparelho do Estado. Enfim, foi uma canalhice pegada.
Se eu fosse a Passos Coelho estaria agora num dilema entre dois tipos de soluções a tomar. Ou me ia embora e de vez, ou ficava, em prol do meu país (como parece que vai fazer). A primeira seria a mais fácil, seguir-se-ia a saída da liderança do PSD, dando lugar aos sempre iluminados (mas que nunca fizeram coisa nenhuma que se visse) Pacheco Pereira ou António Capucho.
A segunda, mais difícil, mas que seria a ideal, que era dar uma pantufada neste regime podre que vivemos. Fica, assume que fez mal em falar com Portas, assume que algumas coisas não correram bem e assume que tem de corrigir alguns pontos da sua governação. Em primeiro lugar, coloca os ministros e secretários de Estado do CDS contra a parede, questionando-os sobre a sua vontade em continuar no Governo. Com a lealdade que se lhes vai exigir. Não aceite a condição, entram ministros e secretários de Estado independentes. Acaba-se o jogo do engana em que vivemos. E depois a corja pendurista que nos dirige do Parlamento fará a sua opção: ou quer Governo, ou quer caos; ou quer a coisa bem feita, ou quer o "quanto pior, melhor".
Já tenho dito e escrito: aquilo que mais me assusta é, além deste Governo, não ver outro tipo de alternativas. Não falo dos partidos da esquerda mais à esquerda, que esses nunca serão Governo (e estranho quando dizem que defendem as eleições e tal, quando historicamente se prova - Cunhal dixit - que defendem e defendiam exactamente o contrário...), mas falo de Seguro, que vai lançando as suas ideias, mas todas elas têm um "se" lá metido. Tudo bate certo, e até agora tem batido - verdade seja dita. Mas nada depende dele. E se nada depende exactamente dele, tudo o resto pode sair bem ou sair mal. Ou seja, não se sabe se estaremos melhor ou pior. De Portas, sabe-se que é o eterno pendura do regime, e que dele não quer sair.
Por isso, e porque tenho quase a certeza que até ao fim da semana teremos Passos a dizer que não tem condições para governar, estou extremamente assustado com o panorama que poderemos vir a ter no futuro. Um individuo bem intencionado, mas associado a um pandilha que aposta em que tudo continue na mesma. Mais do que isso, não acredito que isto mude, uma vez que as pessoas vêm os partidos como os clubes de futebol. E depois temos os militantes, que fazem o resto. E uma lei dos partidos que dificulta o aparecimento de novos partidos. E eu penso que assim quase que mais vale não votar.
Acredito que Passos vai optar pela segunda opção e que a corja de indivíduos que está no Parlamento não o vai deixar trabalhar. Uns porque quanto pior melhor, outros porque se vão vingar do passado recente, e outros porque sim. Passos vai ter um caminho longo. E que pelo menos tente fazer as reformas que Portugal precisa. Depois o problema fica na consciência dos deputados. Até porque acredito que, no dia em que Portugal tiver que sair do Euro, sai da UE e vem outro Salazar. E mais 40 anos de Ditadura. Que será bem pior. Mas parece que ainda ninguém se apercebeu disto...
quarta-feira, 12 de junho de 2013
REGRESSOS
Este tem sido o ano de todos os regressos. Sócrates regressou à vida política activa, o Sporting regressou ao tempo da contenção de custos, Mourinho ao Chelsea, Jesualdo a Braga, Paulo Fonseca regressa ao Porto (agora como treinador, antes como jogador).
Deixando os dos primeiros casos de parte, por norma costuma-se dizer que nunca se deve regressar a um sítio onde se foi feliz, porque, por um lado, as espectatívas estão mais elevadas do que dantes e, segundo, porque não é a mesma coisa, porque as coisas mudam entretanto, quer nas personalidades, quer nas pessoas em si (aposto que no Chelsea muitas pessoas do tempo de Mourinho já lá não estão e o mesmo em Braga), o que é um duplo problema.
De todo o modo, fico curioso para ver como vão ser estes próximos tempos. A coisa parece prometer.
Deixando os dos primeiros casos de parte, por norma costuma-se dizer que nunca se deve regressar a um sítio onde se foi feliz, porque, por um lado, as espectatívas estão mais elevadas do que dantes e, segundo, porque não é a mesma coisa, porque as coisas mudam entretanto, quer nas personalidades, quer nas pessoas em si (aposto que no Chelsea muitas pessoas do tempo de Mourinho já lá não estão e o mesmo em Braga), o que é um duplo problema.
De todo o modo, fico curioso para ver como vão ser estes próximos tempos. A coisa parece prometer.
quinta-feira, 28 de março de 2013
PASSOS COELHO
Foi cobarde. Não tenho outro termo para isso. Não quis ter problemas no aparelho. Não percebeu nada do que se passava quando chegou a S. Bento. E, quando sair, vai sair pela porta pequena e sem fazer nada para mais tarde recordar.
Foi cobarde. Por tudo. Não contesto que tenha feito tudo ao contrário do que dizia nas eleições. Sócrates e Barroso também o fizeram. Mas porque sabe onde está o mal, e como combatê-lo, e não o quis fazer, porque não quis enfrentar a máquina que o colocou lá.
Não percebeu nada do que passava quando chegou a Primeiro-Ministro. Nada! Não percebeu que o cargo que ocupava seria apenas de um mandato. Porque o foi com Soares das duas vezes. Chumbou a História Política Portuguesa. E que poderia ser recordado, daqui a muitos anos, como um indivíduo que reformou o Estado e deu sentido a uma nação que só conheceu contas equilibradas em tempos de ditadura.
Câmaras Municipais? Não mexeu. Interesses económicos instalados? Demitiu um Secretário de Estado. Corte na despesa estrutural? Andamos a ver navios, só cortou na despesa de investimento. Passos ainda não percebeu que não há forma de dar a volta e ganhar as eleições de 2015. Parece que ainda está à espera disso. Reformas laborais? Nada. Reformas da justiça? A passo, e vamos ver como corre. Arrendamento? Uma baralhada. Assim não ajuda.
Defendi-o até ao limite do indefensável. A partir daqui, com o meu apoio não conta. Porque já teve mais que tempo para fazer o que deveria ter feito. E não fez.
Foi cobarde. Por tudo. Não contesto que tenha feito tudo ao contrário do que dizia nas eleições. Sócrates e Barroso também o fizeram. Mas porque sabe onde está o mal, e como combatê-lo, e não o quis fazer, porque não quis enfrentar a máquina que o colocou lá.
Não percebeu nada do que passava quando chegou a Primeiro-Ministro. Nada! Não percebeu que o cargo que ocupava seria apenas de um mandato. Porque o foi com Soares das duas vezes. Chumbou a História Política Portuguesa. E que poderia ser recordado, daqui a muitos anos, como um indivíduo que reformou o Estado e deu sentido a uma nação que só conheceu contas equilibradas em tempos de ditadura.
Câmaras Municipais? Não mexeu. Interesses económicos instalados? Demitiu um Secretário de Estado. Corte na despesa estrutural? Andamos a ver navios, só cortou na despesa de investimento. Passos ainda não percebeu que não há forma de dar a volta e ganhar as eleições de 2015. Parece que ainda está à espera disso. Reformas laborais? Nada. Reformas da justiça? A passo, e vamos ver como corre. Arrendamento? Uma baralhada. Assim não ajuda.
Defendi-o até ao limite do indefensável. A partir daqui, com o meu apoio não conta. Porque já teve mais que tempo para fazer o que deveria ter feito. E não fez.
JOSÉ SÓCRATES
Em Portugal, Sócrates é único entre a classe política. É combativo. Um lutador. E de fibra.
A sua entrevista hoje é um murro na mesa (mesmo para estremecer a mesa) na situação em que nos encontramos. Um Seguro que não mostra ser alternativa e um Governo que faz tudo ao contrário do que prometeu e tudo ao contrário do que lhe sugerem. Ou seja, temos um mal, mas o remédio não parece sequer ter a capacidade de atenuar o problema, quanto mais curá-lo.
Sócrates tem carisma. E adora política. E é de fibra. E vem para causar estragos. Como disse vem para "tomar a palavra" e não usá-la. Ou seja, vem para definitivamente contar a sua história e não ficar mais em Paris ou noutro sítio qualquer a viver a sua vida. E hoje demonstrou isso.
Deu uma sova em Cavaco Silva como nunca se viu. Foi duro. Desabafou, se me permitem o termo, tudo o que tinha a desabafar sobre o que entendia da conduta do chefe de Estado que, como sabemos, nunca foi um homem do carácter que diz ter (lembram-se do remoque que deu a Nogueira, em 1995?). E sabemos que eles não se gramam nadinha um ao outro. Deu remoques a Seguro (parece que ninguém deu por nada, mas o primeiro foi direitinho a ele quando disse que só existia uma narrativa e que mais nada existia) e deu dois toques a Passos quando disse que o Governo não tem direcção política e que quando fez debates com ele não tinha dito que queria empobrecer o país.
Depois deu a sua versão, em muitas situações deturpada, da história. Continua com a versão do PEC IV e de que isso seria suficiente para tirar o país da crise, que as PPP's foram boas e que foram bem negociadas, que a culpa era da crise internacional, deu os números dele, as Escolas, as Barragens, enfim, foi mais de uma hora ao mais alto nível do animal político com um "jeitaço" para a TV que Sócrates demonstrou ser.
Concordo com Sousa Tavares, na SIC Notícias, quando diz que, depois de hoje, nada vai ser como dantes. Às páginas tantas, no meio da entrevista dei por mim a comentar que ele vinha para dar um murro na mesa e que vinha para comandar a oposição (porque Seguro ou nada é a mesma coisa, não há nada por onde se pegue, não porque não tenha razão, mas porque não sabe comunicar nem dizer o que quer - Sócrates é bem diferente, com meia dúzia de frases diz ao que vem e o que quer... e hoje isso viu-se!...). E é isso mesmo. Sócrates não vem para deixar tudo na mesma, vem mesmo para mudar as coisas. E não vai para Belém. Ele quer mesmo ir para S. Bento. É só Seguro falhar (ele não vai precipitar as coisas, porque não precisa, mas se vir uma oportunidade não dá hipótese). E não há aparelho partidário que valha.
A sua entrevista hoje é um murro na mesa (mesmo para estremecer a mesa) na situação em que nos encontramos. Um Seguro que não mostra ser alternativa e um Governo que faz tudo ao contrário do que prometeu e tudo ao contrário do que lhe sugerem. Ou seja, temos um mal, mas o remédio não parece sequer ter a capacidade de atenuar o problema, quanto mais curá-lo.
Sócrates tem carisma. E adora política. E é de fibra. E vem para causar estragos. Como disse vem para "tomar a palavra" e não usá-la. Ou seja, vem para definitivamente contar a sua história e não ficar mais em Paris ou noutro sítio qualquer a viver a sua vida. E hoje demonstrou isso.
Deu uma sova em Cavaco Silva como nunca se viu. Foi duro. Desabafou, se me permitem o termo, tudo o que tinha a desabafar sobre o que entendia da conduta do chefe de Estado que, como sabemos, nunca foi um homem do carácter que diz ter (lembram-se do remoque que deu a Nogueira, em 1995?). E sabemos que eles não se gramam nadinha um ao outro. Deu remoques a Seguro (parece que ninguém deu por nada, mas o primeiro foi direitinho a ele quando disse que só existia uma narrativa e que mais nada existia) e deu dois toques a Passos quando disse que o Governo não tem direcção política e que quando fez debates com ele não tinha dito que queria empobrecer o país.
Depois deu a sua versão, em muitas situações deturpada, da história. Continua com a versão do PEC IV e de que isso seria suficiente para tirar o país da crise, que as PPP's foram boas e que foram bem negociadas, que a culpa era da crise internacional, deu os números dele, as Escolas, as Barragens, enfim, foi mais de uma hora ao mais alto nível do animal político com um "jeitaço" para a TV que Sócrates demonstrou ser.
Concordo com Sousa Tavares, na SIC Notícias, quando diz que, depois de hoje, nada vai ser como dantes. Às páginas tantas, no meio da entrevista dei por mim a comentar que ele vinha para dar um murro na mesa e que vinha para comandar a oposição (porque Seguro ou nada é a mesma coisa, não há nada por onde se pegue, não porque não tenha razão, mas porque não sabe comunicar nem dizer o que quer - Sócrates é bem diferente, com meia dúzia de frases diz ao que vem e o que quer... e hoje isso viu-se!...). E é isso mesmo. Sócrates não vem para deixar tudo na mesma, vem mesmo para mudar as coisas. E não vai para Belém. Ele quer mesmo ir para S. Bento. É só Seguro falhar (ele não vai precipitar as coisas, porque não precisa, mas se vir uma oportunidade não dá hipótese). E não há aparelho partidário que valha.
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