Acabou a 2a semifinal deste ano do Festival da Canção de 2015. Mais uma vez não temos uma canção "festivaleira", no sentido de ser uma canção típica das que costumam ganhar o Festival da Eurovisão da Canção.
Não acho que seja um mau sinal. É apenas uma questão de tradição. Dificilmente nos adaptamos a uma coisa que seja totalmente externa àquilo que mais gostamos. Mas podíamos lembrar-nos, por exemplo, dos ABBA, que em vez de cantar em sueco cantaram em Inglês e ganharam o Festival e depois foi o que se sabe.
De todo o modo não foi mau. Houve anos bem piores. Desta vez posso dizer que tenho uma música da que gostei logo que ouvi, "Outra vez Primavera", e outra que gostei bastante, mas com a qual não simpatizei logo à primeira, "Um Fado em Viena". Para mim, o Festival deverá decidir-se entre estas duas.
Existe ainda mais outra que me cativou. Não pela música, mas pela intérprete. Simone de Oliveira mostrou que quem sabe não esquece e fez uma performance ao nível que conseguiu, com uma música desenhada especificamente (e muito bem desenhada, diga-se) para a sua reduzida amplitude vocal. Não esquecer que esta senhora teve um problema gravíssimo na garganta que lhe reduziu muito as suas capacidades neste âmbito.
Depois temos as outras. Dessas, algumas são compostas por alguns cantores. Como compositores foram coerentes com o tipo de músicas que cantam. Acho que faz sentido. E as outras são de compositores que não conhecia e que, pelo que ouvi, acho que passo bem sem conhecer.
E pronto. Sábado é a Final. Não estou à espera de nada de especial. Além do mais tenho ensaio e tenho que ir. Quando chegar já sei os resultados.
quinta-feira, 5 de março de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
NO PRINCÍPIO...
No princípio foram as contas. Sempre as contas. Os ideólogos que diziam que o dinheiro aparece sempre tiveram a maior surpresa das suas vidas, quando o vil metal que ajuda a fazer girar o mundo deixou de ser tão barato como costumava ser e se tornou escasso. Tão escasso que ninguém queria emprestar.
Depois de casa arrombada, trancas à porta, já diz o povo. Foi necessário então tratar de arranjar maneira de o dinheiro vir na mesma. Então veio uma tríade, ou troika, ou triunvirato, que o povo é sempre bom a arranjar nomes, que tratou de arranjar o dinheiro, face a uma série de condições que, de 3 em 3 meses eram avaliadas. E depois da nota mínima alcançada, a recompensa, o dinheirinho, fresquinho.
A propósito, penso que os militares poderão reconhecer esta história: o meu pai recebeu o salário dele com cerca de 4 dias de atraso, por alturas pré-troika. Nos dias imediatamente anteriores o Governo tinha feito a última incursão nos mercados e pedido emprestado dinheiro a taxas exorbitantes. Serviram para isso. Imagino os militares com responsabilidades na banca ou a necessitar mesmo desse dinheiro. Devem ter tremido muito nesses dias.
Já todos conhecemos a história. Relembremos então os pormenores. No princípio, o défice era de 4,6% e nem mais um euro. Depois, com o memorando eram 5,9% e não se falava mais nisso. E, em junho, já eram 7,7%. Pois. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Estamos a falar de mais metade face ao previsto inicialmente e mais um terço face àquilo que se previu em Maio. Então faça-se um corte nos salários dos funcionários públicos.
Alto que o Tribunal Constitucional não deixa! Pudera, também foi atingido. Então aumentem-se os impostos e faça-se uma sobretaxa no IRS. Pronto. E vamos aumentando o combate à fraude. Aumentam-se os impostos, cortam-se salários, aperta-se mais (e talvez a mais) a economia. Porquê? Já todos se esqueceram? As contas dos outros foram mal feitas!!! E são eles (os mesmos, as mesmas caras!) que querem vir para o poleiro outra vez.
E depois toca a baixar o défice. E os juros da dívida. E abençoada ajuda estrangeira. Aqui Seguro tinha razão e Passos fez mal em tê-lo deixado descolar. Poderia perfeitamente ter mandado Portas às malvas e apoiado Seguro. Teríamos governo para muitos e bons anos. Primeiro com uns e depois com outros. Uma das razões pelas quais eu gostava de Seguro é que foi capaz de antever o que se iria passar na Europa. Mais tempo (óbvio, claro!) com um pouco mais de auxílio do BCE. Só não acertou na mutualização da dívida (que vai ter de arrancar) e na colagem excessiva a Hollande. Mas falhou quando não encostou os Socratistas a uma parede. Foi o seu ponto fraco, o passado.
E depois tivemos a maior roda de independentes em ministérios. Rezam as crónicas que todos fizeram bons trabalhos. E todos prestam provas no estrangeiro e são reconhecidos. Santos Pereira na OCDE e Vitor Gaspar (primo de Louçã, ironicamente!) no FMI. Em Portugal não percebiam nada do assunto. Saiba-se lá porquê. A propósito, era bom ler o livro de Santos Pereira. Explica-se muita coisa.
E é por isso que cada vez que vejo Costa e os seus apaniguados a falar me lembro de um passado que não quero, de todo, voltar a repetir.
Depois de casa arrombada, trancas à porta, já diz o povo. Foi necessário então tratar de arranjar maneira de o dinheiro vir na mesma. Então veio uma tríade, ou troika, ou triunvirato, que o povo é sempre bom a arranjar nomes, que tratou de arranjar o dinheiro, face a uma série de condições que, de 3 em 3 meses eram avaliadas. E depois da nota mínima alcançada, a recompensa, o dinheirinho, fresquinho.
A propósito, penso que os militares poderão reconhecer esta história: o meu pai recebeu o salário dele com cerca de 4 dias de atraso, por alturas pré-troika. Nos dias imediatamente anteriores o Governo tinha feito a última incursão nos mercados e pedido emprestado dinheiro a taxas exorbitantes. Serviram para isso. Imagino os militares com responsabilidades na banca ou a necessitar mesmo desse dinheiro. Devem ter tremido muito nesses dias.
Já todos conhecemos a história. Relembremos então os pormenores. No princípio, o défice era de 4,6% e nem mais um euro. Depois, com o memorando eram 5,9% e não se falava mais nisso. E, em junho, já eram 7,7%. Pois. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Estamos a falar de mais metade face ao previsto inicialmente e mais um terço face àquilo que se previu em Maio. Então faça-se um corte nos salários dos funcionários públicos.
Alto que o Tribunal Constitucional não deixa! Pudera, também foi atingido. Então aumentem-se os impostos e faça-se uma sobretaxa no IRS. Pronto. E vamos aumentando o combate à fraude. Aumentam-se os impostos, cortam-se salários, aperta-se mais (e talvez a mais) a economia. Porquê? Já todos se esqueceram? As contas dos outros foram mal feitas!!! E são eles (os mesmos, as mesmas caras!) que querem vir para o poleiro outra vez.
E depois toca a baixar o défice. E os juros da dívida. E abençoada ajuda estrangeira. Aqui Seguro tinha razão e Passos fez mal em tê-lo deixado descolar. Poderia perfeitamente ter mandado Portas às malvas e apoiado Seguro. Teríamos governo para muitos e bons anos. Primeiro com uns e depois com outros. Uma das razões pelas quais eu gostava de Seguro é que foi capaz de antever o que se iria passar na Europa. Mais tempo (óbvio, claro!) com um pouco mais de auxílio do BCE. Só não acertou na mutualização da dívida (que vai ter de arrancar) e na colagem excessiva a Hollande. Mas falhou quando não encostou os Socratistas a uma parede. Foi o seu ponto fraco, o passado.
E depois tivemos a maior roda de independentes em ministérios. Rezam as crónicas que todos fizeram bons trabalhos. E todos prestam provas no estrangeiro e são reconhecidos. Santos Pereira na OCDE e Vitor Gaspar (primo de Louçã, ironicamente!) no FMI. Em Portugal não percebiam nada do assunto. Saiba-se lá porquê. A propósito, era bom ler o livro de Santos Pereira. Explica-se muita coisa.
E é por isso que cada vez que vejo Costa e os seus apaniguados a falar me lembro de um passado que não quero, de todo, voltar a repetir.
ANTÓNIO COSTA
Tivemos sorte. Este não teve a mesma sorte que Sócrates. O Engenheiro, habitante número 44 de um certo edifício localizado em terras eborenses, conseguiu ter a sorte de ter um Presidente da República que "correu" com um governo por razões que se dispensou de enunciar. E, assim, sem mais, e prometendo o que não pôde cumprir, e sem sequer estar preparado minimamente para ser Primeiro-Ministro e deu, não por culpa exclusivamente sua, mas maioritariamente sua (é simples: eu vou a 170 km/h numa autoestrada, apanho óleo na estrada, tenho um acidente e a culpa é do óleo ou é minha que vou em excesso de velocidade?), naquilo que todos sabemos que deu.
O então número dois do Engenheiro Sanitário que tirou o curso a um domingo, assinou projectos indevidos na Covilhã e sabe-se mais o quê, conseguiu correr sempre na sombra e sair de cena quando as coisas queriam dar para o torto. Em 2007 concorreu a uma Câmara de Lisboa que tinha um problema de pagamento a fornecedores. E conseguiu pagar aos funcionários. Milagre? Não, passou a dever mais à banca. Pagou aos fornecedores com um empréstimo feito à banca. Assim é fácil. Mas ninguém fala disso. Então o nosso homem continuou. Agora, até baixou a dívida da Câmara de Lisboa em certa de 2/5. Como? Assim. Mas é o maior. Vejam lá que até lhe permitiu baixar os impostos da Câmara. Mas o mais interessante é que é sempre muito bom.
Então o nosso homem pensou que seria altura para ir para o Governo do país. Então, fez tábua rasa de críticas a líderes eleitos e desata a criticar, sem dó, o então "companheiro" de partido. Sempre com a benção do "quarto poder", a imprensa portuguesa, claro está. Até que conseguiu chegar onde pretendia. Ao que parece, estava com ideias de ir governar o mais rápido possível. Mas até isso corre mal, uma vez que as eleições não seriam em Abril (e agora estaríamos em campanha eleitoral e o país parado) mas apenas em Outubro. Que chatice. Mas ao menos vai ser com maioria absoluta. Afinal, Seguro é que não dava nas vistas, mas o outro não. Mas as sondagens nunca mais viram. E andam cada vez mais na mesma.
Mas as ideias ao menos serão boas. Seguro não tinha ideias, mas o sr. Presidente teria as ideias luminosas que fariam Portugal sair do "buraco" em que se encontrava. Mas ideias, nem vê-las. E tudo o que sai, a muito custo, não é nada de extraoridinário, senão uma repetição de um conjunto de políticas que nos levaram à bancarrota de 2011.
Pois bem. Acho que o melhor "elogio" que posso fazer a Costa é dizer que, se lá estivesse Seguro era nele que iria votar. Assim, terei que votar em Pedro Passos Coelho. A não ser que encontre outra alternativa. Neste PS não voto.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
ALEXIS TSIPRAS
Por estes dias não se fala de outro homem à face da Terra. Para uns conta "histórias de crianças" e para outros foi o primeiro a fazer tremer Angela Merkel. Nas palavras de uma nossa eurodeputada, temos "finalmente um primeiro-ministro que defende os portugueses". Sim.
Pelo menos uma coisa é certa. Ainda não é desta que regressamos à normalidade. Mas vou começar pelo princípio. Tsipras foi eleito a um Domingo, tomou posse a uma segunda-feira e, penso, até ao final da semana seguinte tinha o Governo formado. Com coligação. À portuguesa só funcionaria quase dois meses depois. Bravo!
Depois foi um roteiro pela Europa. Chega a casa pior do que o que foi (o BCE tinha acabado de tirar o tapete que faltava) e é recebido em festa. Nós temos a nossa dignidade. Não queremos mais ter austeridade. E mais uma série de afirmações que visam criar uma identidade completamente diferente da de Samaras, o lider da oposição (engraçado, o ex-primeiro-ministro é o líder da oposição, em Portugal ter-se-ia demitido).
Ao que parece, falava-se em reestruturação, em mais um perdão. Mas agora fala-se em renegociação. Falava-se em mandar o Memorando à fava, agora até se cumpre mais de metade (sempre é melhor que o caso Português, que só cumpriu 33%). E a Alemanha a manter a compostura e a dizer que não há mais nada para ninguém. E outros ministros das Finanças a solidarizarem-se com Tsipras. Contudo, tudo gente que não tem, penso, grandes problemas com dívida ou com défice.
Hoje fomos ao mercado. Não ao da fruta. Ao Financeiro. O que nos empresta dinheiro. Portugal e a Grécia conseguiram mais ou menos a mesma taxa: 2,5% de juros. A diferença está que Portugal foi uma dívida a 10 anos e a Grécia uma dívida a 6 meses. É só uma "curta" diferença.
Hoje, os chefes do Governo dos países do Euro estiveram reunidos. Não chegaram, mais uma vez, a acordo. Não interessa. Pedimos ajuda aos Russos (até lhes oferecemos umas bases aéreas e umas passagens para os gasodutos). Pedimos ajuda aos Chineses (que ainda não sabem de nada) ou até mesmo aos americanos (que só dizem cobras e lagartos da austeridade).
Pelo caminho ameaçam dizendo que se cairmos, não caímos sozinhos. Cai Portugal, caem os PIIGS e pode mesmo cair o Euro. Até certo ponto tem razão. Ainda não está testado o que pode acontecer se um dos países sair do Euro.
Ou seja, temos muita coisa para ir observando. Ao que parece, a Grécia só tem dinheiro para mais uns meses, quiçá até pouco antes do Verão. Sempre estão melhores do que aquilo que Sócrates nos deixou, que nem dava para pagar salários no mês a seguir. Vamos ver como correm as coisas. Mas que a "novela" parece ser animada, isso parece.
Pelo menos uma coisa é certa. Ainda não é desta que regressamos à normalidade. Mas vou começar pelo princípio. Tsipras foi eleito a um Domingo, tomou posse a uma segunda-feira e, penso, até ao final da semana seguinte tinha o Governo formado. Com coligação. À portuguesa só funcionaria quase dois meses depois. Bravo!
Depois foi um roteiro pela Europa. Chega a casa pior do que o que foi (o BCE tinha acabado de tirar o tapete que faltava) e é recebido em festa. Nós temos a nossa dignidade. Não queremos mais ter austeridade. E mais uma série de afirmações que visam criar uma identidade completamente diferente da de Samaras, o lider da oposição (engraçado, o ex-primeiro-ministro é o líder da oposição, em Portugal ter-se-ia demitido).
Ao que parece, falava-se em reestruturação, em mais um perdão. Mas agora fala-se em renegociação. Falava-se em mandar o Memorando à fava, agora até se cumpre mais de metade (sempre é melhor que o caso Português, que só cumpriu 33%). E a Alemanha a manter a compostura e a dizer que não há mais nada para ninguém. E outros ministros das Finanças a solidarizarem-se com Tsipras. Contudo, tudo gente que não tem, penso, grandes problemas com dívida ou com défice.
Hoje fomos ao mercado. Não ao da fruta. Ao Financeiro. O que nos empresta dinheiro. Portugal e a Grécia conseguiram mais ou menos a mesma taxa: 2,5% de juros. A diferença está que Portugal foi uma dívida a 10 anos e a Grécia uma dívida a 6 meses. É só uma "curta" diferença.
Hoje, os chefes do Governo dos países do Euro estiveram reunidos. Não chegaram, mais uma vez, a acordo. Não interessa. Pedimos ajuda aos Russos (até lhes oferecemos umas bases aéreas e umas passagens para os gasodutos). Pedimos ajuda aos Chineses (que ainda não sabem de nada) ou até mesmo aos americanos (que só dizem cobras e lagartos da austeridade).
Pelo caminho ameaçam dizendo que se cairmos, não caímos sozinhos. Cai Portugal, caem os PIIGS e pode mesmo cair o Euro. Até certo ponto tem razão. Ainda não está testado o que pode acontecer se um dos países sair do Euro.
Ou seja, temos muita coisa para ir observando. Ao que parece, a Grécia só tem dinheiro para mais uns meses, quiçá até pouco antes do Verão. Sempre estão melhores do que aquilo que Sócrates nos deixou, que nem dava para pagar salários no mês a seguir. Vamos ver como correm as coisas. Mas que a "novela" parece ser animada, isso parece.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
LIGA ZON SAGRES
Tem jogos que são deprimentes de ver. E tem equipas que são autênticos crimes existirem.
E depois temos equipas que dão luta, tornam os jogos emocionantes e fazem com que uma pessoa não queira descolar da Televisão, ou do rádio, como foi o meu caso ontem.
Sejamos sérios. Equipas como a Académica, ou o Penafiel, por mais respeito que me mereçam, não merecem estar numa Primeira Liga qualquer, quanto mais na nossa. Acho que é deprimente e não incentiva ninguém a ir aos estádios ver equipas a jogar para o pontinho, sem mais nenhum objectivo. É deprimente.
Sejamos sérios. Equipas como o Rio Ave, que discutiu o jogo no Dragão (o resultado é mentiroso) e em Alvalade, equipas como o Guimarães (Rui Vitória é um belíssimo potenciador de jogadores, não é?) e outras, que tentam discutir os jogos em todo o lado são as que interessam ao futebol e são as que fazem os adeptos ir aos estádios. Mesmo os adeptos das equipas mais pequenas.
E agora mais a sério ainda. Sabemos que no nosso campeonato temos metade das equipas a fazer que fazem. Sabemos que a maior parte delas corre o risco de não pagar os salários aos jogadores e mesmo assim temos um campeonato com 18 clubes. Além de não fazer sentido nenhum (como já se viu), é indecente. Porquê? Qual é o nexo disto?
Agora imaginemos um cenário diferente. Um campeonato com Benfica, Porto, Sporting, Guimarães, Braga, Rio Ave, Estoril (que está a subir no campeonato), Marítimo, Paços e Nacional. 10 equipas. São as 10 primeiras do nosso campeonato, mas troquei o Nacional pelo Moreirense. Agora, imaginem esse campeonato a 4 voltas. Duas idas à Luz, aos Barreiros, à Choupana, à Pedreira e a Guimarães. Para não falar em mais duas idas ao Dragão, à Luz e a Alvalade. Assim, um campeonato em que todos os jogos sejam difíceis ou pelo menos que não sejam razoavelmente fáceis. A nossa competitividade seria bem maior e teriamos mais condições para que os jogadores dos nossos clubes evoluissem. 4 voltas, com 10 equipas, são apenas e só 36 jornadas. Ou seja, duas menos que os principais campeonatos europeus e mais duas que o nosso campeonato e mais seis com o nosso campeonato de 16 equipas. Mais Taça de Portugal (com todas as eliminatórias a duas mãos) e Taça da Liga (com um molde de competição similar ao da Taça de Portugal, tal como acontece em Inglaterra, e com as eliminatórias a duas mãos). Logo entre 40 a 50 jogos por ano para cada equipa. Calendário? Teríamos jogos ao Domingo e à Quarta-Feira, e os planteis deveriam ter mais jogadores da formação, uma vez que seria obrigatório (isto numa reforma a sério) adoptar os critérios da Champions para os jogadores formados no Clube. Assim nunca teríamos problemas nesse sentido.
As outras equipas teriam que ir para uma Segunda Liga. Neste caso, poder-se-ia dividir em duas zonas, a Norte e a Sul, com 14 equipas cada. A uma volta. Depois, as 7 melhores equipas de cada série jogariam outra série, a de apuramento dos promovidos, (sobem 2) e as outras 7 jogariam outra série para evitar a despromoção. Neste caso, como no Campeonato Nacional de Seniores temos 8 séries, desceriam 8 das 14 equipas. Este ponto poderá sempre ser a rever. Por exemplo, menos clubes na série de apuramento dos promovidos (com mais jogos a jogar). Do mesmo modo, seria obrigatório cumprir as regras da Champions para os jogadores formados no Clube.
E pronto. Penso que é tudo. Eu não cobro nada por esta ideia. Sei que não será bem amada pelos Presidentes dos Clubes mais pequenos. Vão dizer que é o fim dos clubes. Eu acho que será o início de um futebol mais sustentável e mais competitivo. Iria doer, iria. Mas penso que seria melhor.
E depois temos equipas que dão luta, tornam os jogos emocionantes e fazem com que uma pessoa não queira descolar da Televisão, ou do rádio, como foi o meu caso ontem.
Sejamos sérios. Equipas como a Académica, ou o Penafiel, por mais respeito que me mereçam, não merecem estar numa Primeira Liga qualquer, quanto mais na nossa. Acho que é deprimente e não incentiva ninguém a ir aos estádios ver equipas a jogar para o pontinho, sem mais nenhum objectivo. É deprimente.
Sejamos sérios. Equipas como o Rio Ave, que discutiu o jogo no Dragão (o resultado é mentiroso) e em Alvalade, equipas como o Guimarães (Rui Vitória é um belíssimo potenciador de jogadores, não é?) e outras, que tentam discutir os jogos em todo o lado são as que interessam ao futebol e são as que fazem os adeptos ir aos estádios. Mesmo os adeptos das equipas mais pequenas.
E agora mais a sério ainda. Sabemos que no nosso campeonato temos metade das equipas a fazer que fazem. Sabemos que a maior parte delas corre o risco de não pagar os salários aos jogadores e mesmo assim temos um campeonato com 18 clubes. Além de não fazer sentido nenhum (como já se viu), é indecente. Porquê? Qual é o nexo disto?
Agora imaginemos um cenário diferente. Um campeonato com Benfica, Porto, Sporting, Guimarães, Braga, Rio Ave, Estoril (que está a subir no campeonato), Marítimo, Paços e Nacional. 10 equipas. São as 10 primeiras do nosso campeonato, mas troquei o Nacional pelo Moreirense. Agora, imaginem esse campeonato a 4 voltas. Duas idas à Luz, aos Barreiros, à Choupana, à Pedreira e a Guimarães. Para não falar em mais duas idas ao Dragão, à Luz e a Alvalade. Assim, um campeonato em que todos os jogos sejam difíceis ou pelo menos que não sejam razoavelmente fáceis. A nossa competitividade seria bem maior e teriamos mais condições para que os jogadores dos nossos clubes evoluissem. 4 voltas, com 10 equipas, são apenas e só 36 jornadas. Ou seja, duas menos que os principais campeonatos europeus e mais duas que o nosso campeonato e mais seis com o nosso campeonato de 16 equipas. Mais Taça de Portugal (com todas as eliminatórias a duas mãos) e Taça da Liga (com um molde de competição similar ao da Taça de Portugal, tal como acontece em Inglaterra, e com as eliminatórias a duas mãos). Logo entre 40 a 50 jogos por ano para cada equipa. Calendário? Teríamos jogos ao Domingo e à Quarta-Feira, e os planteis deveriam ter mais jogadores da formação, uma vez que seria obrigatório (isto numa reforma a sério) adoptar os critérios da Champions para os jogadores formados no Clube. Assim nunca teríamos problemas nesse sentido.
As outras equipas teriam que ir para uma Segunda Liga. Neste caso, poder-se-ia dividir em duas zonas, a Norte e a Sul, com 14 equipas cada. A uma volta. Depois, as 7 melhores equipas de cada série jogariam outra série, a de apuramento dos promovidos, (sobem 2) e as outras 7 jogariam outra série para evitar a despromoção. Neste caso, como no Campeonato Nacional de Seniores temos 8 séries, desceriam 8 das 14 equipas. Este ponto poderá sempre ser a rever. Por exemplo, menos clubes na série de apuramento dos promovidos (com mais jogos a jogar). Do mesmo modo, seria obrigatório cumprir as regras da Champions para os jogadores formados no Clube.
E pronto. Penso que é tudo. Eu não cobro nada por esta ideia. Sei que não será bem amada pelos Presidentes dos Clubes mais pequenos. Vão dizer que é o fim dos clubes. Eu acho que será o início de um futebol mais sustentável e mais competitivo. Iria doer, iria. Mas penso que seria melhor.
sábado, 10 de janeiro de 2015
CHARLIE HEBDO
Um pouco mais distante do acontecimento que marcou a semana mundial que ocorreu em Paris, penso conseguir ter uma opinião menos acalorada sobre o que de facto se passou.
É óbvio que este acontecimento não é, de todo, um caso isolado. É um acontecimento que vem na sequência de muitos outros. Todos eles, isoladamente, podem ser vistos como inocentes. Contudo, se todos somados, pode começar a pensar-se numa bola de neve que pode vir a ter proporções algo graves.
É óbvio que o que os atacantes querem é que se sinta medo. E daí atacaram, sem dó, os seus principais críticos. E sem aviso. E no centro do multiculturalismo. França é o centro do multiculturalismo, onde a religião islâmica tem uma presença significativa.
Todos sabemos que a revista em causa era um "bastião" da liberdade de expressão. Criticava tudo o que entendia criticar, de forma mordaz, através de caricaturas, ao abrigo de algo que definiam como "liberdade de expressão". E daí, criticavam tudo. Criticaram, também Maomé. Ora, para os islamitas, Maomé é uma peça sagrada na sua religião, o que faz com que tenham criticado uma personagem que lhes diz muito.
Até aqui nada de novo. Qualquer um poderia dizer que, se se criticasse Jesus Cristo, não seria provável que acontecesse algo de similar. Pois não. Mas estamos a esquecer algo que é importante. O meio onde se insere o Islão. Meio pobre e ditatorial, propício a que apareçam interpretações mais extremistas do Corão, o que pode levar a atitudes extremas, como estas, ao contrário do cristianismo. Por outro lado, nos meios menos extremistas, não existe vontade em combater estes extremismos. Aliás, o mundo depende do equilíbrio que foi sendo feito, no sentido de evitar uma guerra fracticida no Médio Oriente. Deste modo, propagou-se fortemente uma interpretação mais extrema do Corão, que começa a ganhar força à medida que organizações como o "Estado Islâmico" ganham força.
A minha professora de Filosofia, numa das primeiras aulas, disse uma frase que me marcou daí em diante e que me irá marcar na minha vida. "A minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro". Ora, os Islamitas poderão sempre argumentar que, se ao abrigo da liberdade de expressão, tiveram a liberdade de criticar algo que lhes é muito querido, eles também poderiam ter a liberdade de atacar esses críticos, ainda que eles tivessem a melhor das intenções.
Por outro lado, convém não esquecermos a História. Em 1436 (que é a correspondência do "nosso" 2015 para a era muçulmana), tínhamos acabado de matar muita gente pela conquista de Ceuta, que aliás, não rendeu assim grande coisa. Estávamos a pensar em progredir Africa abaixo, e a matar muita gente, quer pela fé, quer pelo domínio económico. Pelo que não podemos esquecer que os Muçulmanos ainda têm o mesmo problema. Foi a mesma Igreja Católica que, em nome da fé, negou o conhecimento científico produzido por Galileu. É esta interpretação do Corão que faz com que muitos matem para divulgar a fé, impondo-a, como nós também fizemos no passado, ao resto do Mundo.
Estamos então face a um dilema que é preciso equilibrar. O da liberdade. Afinal o mais difícil de satisfazer, porque há sempre gente que é atingida. Soluções? Não tenho. E não deve haver. Pelo menos das que sejam lógicas e não-ditatoriais. Agora, o que é certo é que, depois desta euforia do "somos todos Charlie" vai haver muita gente que vai deixar de o ser (na atitude, claro!) porque vai ter medo pela própria vida.
Deixo para o fim aquilo que me parece mais grave e que não vi ser discutido nas Televisões. O que fazer para evitar estes casos em Portugal. Este ataque não foi um ataque voluntarioso, ao estilo dos bombistas suicidas tradicionais. Este foi um ataque militar, com todas as técnicas, antes, durante e depois (principalmente este depois), inerentes a um ataque militar. Não nos podemos esquecer dos campos de treino, que são cada vez melhores, que são criados por aqueles lados. A maior parte até financiados por países do primeiro mundo, como os EUA ou a Rússia, no sentido de proteger os seus interesses, o que parece que lhes pode sair mais caro um dia destes. O que será que se pode fazer em Portugal para que isto não aconteça? Que medidas se deverão tomar para não incentivar este tipo de coisas? E se acontecer, que medidas deverão ser tomadas? Não vi nada disso discutido. Pelo contrário, notícias de longos minutos na descrição do que se passou aos olhos de cidadãos que viram da esquerda, da direita, a 100 metros, do fundo da rua. Isto não interessa. Mais uma vez, em Portugal, perdeu-se uma boa oportunidade para discutir o que de facto interessa. É para isso que queremos a RTP?
É óbvio que este acontecimento não é, de todo, um caso isolado. É um acontecimento que vem na sequência de muitos outros. Todos eles, isoladamente, podem ser vistos como inocentes. Contudo, se todos somados, pode começar a pensar-se numa bola de neve que pode vir a ter proporções algo graves.
É óbvio que o que os atacantes querem é que se sinta medo. E daí atacaram, sem dó, os seus principais críticos. E sem aviso. E no centro do multiculturalismo. França é o centro do multiculturalismo, onde a religião islâmica tem uma presença significativa.
Todos sabemos que a revista em causa era um "bastião" da liberdade de expressão. Criticava tudo o que entendia criticar, de forma mordaz, através de caricaturas, ao abrigo de algo que definiam como "liberdade de expressão". E daí, criticavam tudo. Criticaram, também Maomé. Ora, para os islamitas, Maomé é uma peça sagrada na sua religião, o que faz com que tenham criticado uma personagem que lhes diz muito.
Até aqui nada de novo. Qualquer um poderia dizer que, se se criticasse Jesus Cristo, não seria provável que acontecesse algo de similar. Pois não. Mas estamos a esquecer algo que é importante. O meio onde se insere o Islão. Meio pobre e ditatorial, propício a que apareçam interpretações mais extremistas do Corão, o que pode levar a atitudes extremas, como estas, ao contrário do cristianismo. Por outro lado, nos meios menos extremistas, não existe vontade em combater estes extremismos. Aliás, o mundo depende do equilíbrio que foi sendo feito, no sentido de evitar uma guerra fracticida no Médio Oriente. Deste modo, propagou-se fortemente uma interpretação mais extrema do Corão, que começa a ganhar força à medida que organizações como o "Estado Islâmico" ganham força.
A minha professora de Filosofia, numa das primeiras aulas, disse uma frase que me marcou daí em diante e que me irá marcar na minha vida. "A minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro". Ora, os Islamitas poderão sempre argumentar que, se ao abrigo da liberdade de expressão, tiveram a liberdade de criticar algo que lhes é muito querido, eles também poderiam ter a liberdade de atacar esses críticos, ainda que eles tivessem a melhor das intenções.
Por outro lado, convém não esquecermos a História. Em 1436 (que é a correspondência do "nosso" 2015 para a era muçulmana), tínhamos acabado de matar muita gente pela conquista de Ceuta, que aliás, não rendeu assim grande coisa. Estávamos a pensar em progredir Africa abaixo, e a matar muita gente, quer pela fé, quer pelo domínio económico. Pelo que não podemos esquecer que os Muçulmanos ainda têm o mesmo problema. Foi a mesma Igreja Católica que, em nome da fé, negou o conhecimento científico produzido por Galileu. É esta interpretação do Corão que faz com que muitos matem para divulgar a fé, impondo-a, como nós também fizemos no passado, ao resto do Mundo.
Estamos então face a um dilema que é preciso equilibrar. O da liberdade. Afinal o mais difícil de satisfazer, porque há sempre gente que é atingida. Soluções? Não tenho. E não deve haver. Pelo menos das que sejam lógicas e não-ditatoriais. Agora, o que é certo é que, depois desta euforia do "somos todos Charlie" vai haver muita gente que vai deixar de o ser (na atitude, claro!) porque vai ter medo pela própria vida.
Deixo para o fim aquilo que me parece mais grave e que não vi ser discutido nas Televisões. O que fazer para evitar estes casos em Portugal. Este ataque não foi um ataque voluntarioso, ao estilo dos bombistas suicidas tradicionais. Este foi um ataque militar, com todas as técnicas, antes, durante e depois (principalmente este depois), inerentes a um ataque militar. Não nos podemos esquecer dos campos de treino, que são cada vez melhores, que são criados por aqueles lados. A maior parte até financiados por países do primeiro mundo, como os EUA ou a Rússia, no sentido de proteger os seus interesses, o que parece que lhes pode sair mais caro um dia destes. O que será que se pode fazer em Portugal para que isto não aconteça? Que medidas se deverão tomar para não incentivar este tipo de coisas? E se acontecer, que medidas deverão ser tomadas? Não vi nada disso discutido. Pelo contrário, notícias de longos minutos na descrição do que se passou aos olhos de cidadãos que viram da esquerda, da direita, a 100 metros, do fundo da rua. Isto não interessa. Mais uma vez, em Portugal, perdeu-se uma boa oportunidade para discutir o que de facto interessa. É para isso que queremos a RTP?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2014: BALANÇO
2014 foi um ano extremamente agitado. Não sei o que diziam os astros, mas foi um ano cheio de coisas irrepetíveis, para mais tarde recordar.
Foi o ano de tudo. Ex-ministros que foram condenados (e um até preso), um ex-primeiro-ministro que foi indiciado de um crime de corrupção (se o enriquecimento ilícito tivesse sido aprovado era um instantinho...) e algumas das mais altas figuras da administração do Estado que foram de cana. Como consequência, um ministro demitiu-se. Foi o ano do caos na Justiça (só em parte, não no todo - o Citius não é uma plataforma para todos os processos, só de uma determinada área), uma nova reforma que começou mal, mas que pode ser interessante, do caos no concurso dos professores (para quando são as escolas que se gerem e escolhem quem entendem para dar aulas, em vez de um concurso que é demasiadamente burocrático e um erro deita tudo a perder?) e dos seus pedidos de desculpa. Foi o ano da reforma do IRS e da Fiscalidade Verde. Foi o ano do Ébola e da Legionella, da Guerra na Ucrânia, e da crise, eterna, na Faixa de Gaza. Foi o ano do Mundial que correu mal e que a culpa foi da equipa médica (e depois, finalmente, do seleccionador, claro!), do Benfica ter ganho tudo em Portugal (e sim, com justiça!), das primárias do PS (algo inovador e extremamente interessante!), da resolução do BES (bastaria estudar o grupo que isso era previsível, mas os nossos media continuam na mesma e foram "surpreendidos" - ah!, e corajoso quem deixou cair o grupo!). Da saída de Alberto João Jardim do PSD-Madeira (parece que vai para deputado!) e das greves na TAP (cada vez mais me dão razão para privatizar a TAP!). E, claro, da eleição do cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade. Enfim, tanta coisa para mais tarde recordar.
Foi o ano da morte, não de Ricardo Reis, mas de Eusébio e Mário Coluna, Joe Cocker, Ariel Sharon, Claudio Abbado e Gerard Mortier, Soares Carneiro (o Candidato de Sá Carneiro a PR, que perdeu contra Eanes), Luis Aragonés, da Duquesa de Alba (que já devia uns anos ao túmulo), D. José Policarpo, Medeiros Ferreira, Gabriel Garcia Marquez, Tito Vilanova, Veiga Simão, Rodrigo Menezes, e de mais uns quantos (que o Público tão bem exemplifica). Da crise do Meco, da vitória de Rui Costa na Volta a Suiça e da saída da troika de Portugal (e depois o BES caiu). Foi um ano com coisas boas e más. como todos os outros.
Para mim foi mais um ano. Arranjei finalmente emprego (estou na contabilidade do Instituto de Medicina Molecular), acabei piano (e finalmente o curso do Conservatório!), fiz uma marcha, dois arranjos e dei aulas pela primeira vez na minha vida (foi extremamente gratificante!). O emprego fez-me sacrificar algumas coisas que concluí que também não quero perder (nem de perto nem de longe!) e as bandas e tocar com os meus amigos continuam a ser os meus maiores prazeres. Descobri um prazer maior, a composição (é uma das minhas áreas de eleição, só tenho de aprender mais um bocado da coisa) e decidi que quero ir tentando explorar ao máximo essa área, na medida das minhas possibilidades. Foi um ano em que descobri que não vale a pena lutar contra o destino - ele está traçado e lutar contra ele não traz nada de excepcional, bem pelo contrário. Foi o ano em que me apaixonei e me desapaixonei (c'est la vie...) e que, menos mal, consegui ir mantendo algumas das minhas capacidades a tocar clarinete, um dos grandes prazeres da minha vida. O ano em que fiz mais viagens Vila Real-Lisboa-Vila Real e que descobri que 5 horas de autocarro não são nada, ou são uma tortura, conforme se vá para onde se gosta ou para onde não se gosta de estar. Sim, Lisboa é o centro do mundo português, mas eu continuo a preferir Vila Real, de longe. O ano em que deixei de dar catequese (a vida em Lisboa e das bandas não dava para conciliar tudo...).
E que venha 2015. E Deus queira que seja melhor que 2014. Mesmo que à partida possa não parecer.
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