sexta-feira, 16 de março de 2012

EXPORTAÇÕES

Parece que, ao contrário do que as más linguas previam, as exportações voltaram a crescer ao nível a que nos habituaram.

Além disso, parece que as importações voltaram a diminuir, o que faz com que o défice da balança comercial portuguesa volte a baixar, o que também é positivo.

Tudo isto só se conseguiu, apesar de tudo, com um empobrecimento da população. Quem fosse realista e compreendesse um pouco de economia percebia que a nossa riqueza não se coadunava com a nossa economia. Ou seja, a nossa riqueza era pouca para aquilo que gastavamos, o que levou a uma diminuição drástica dos níveis de poupança, um aumento do endividamento privado e a um aumento das exportações.

Ora, isto teria de acabar. E, com esta crise, acabou mesmo. Lembro-me muitas vezes de um professor de Economia que me dizia que teriamos, como estava a economia, que teriamos, mais cedo ou mais tarde, de passar por um processo de ajustamento que levaria a um processo de empobrecimento da população e que, quanto mais tarde fosse pior seria. E, de facto, assim é. Estamos a passar por um processo de empobrecimento que é mau, mas que é necessário.

No meio disto tudo, todos os dias fecham empresas. Fecham, acima de tudo, as empresas que têm mais dificuldade em subsistir. Para a economia é bom que fiquem as boas empresas, as que têm capacidade para subsistir, pois são essas que criam empregos com carácter de longo prazo. As outras terão sempre tendência a desaparecer. As boas empresas serão sempre aquelas que terão mais hipóteses de crescer.

Neste sentido vêm as exportações. É bom sinal estarem a crescer a um nível muito bom. E que espero que assim continuem. É sinal que há empresas em Portugal com boa capacidade de produção e que no futuro podem vir a crescer. É muito bom sinal que isso aconteça. No meio de tantas más notícias, com desempregos a surgirem todos os dias, ao menos pelos lados das empresas que vendem aparecem boas notícias. Menos mal...

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