Há quem diga que os mitos existem para serem quebrados. Messi quebrou o mito de Muller que não era possível marcar mais de 80 tal golos num ano civil, por exemplo. Armstrong quebrou-se a si próprio, depois das denúncias de Vandevelde e outros ciclistas que com ele estiveram na já extinta US Postal, que depois deu origem à Discovery Channel.
Sejamos honestos. Não se ganha uma Volta à França (como qualquer outra Volta...) com bifes. Isto já dizia Joaquim Agostinho há não sei quantos anos. Mas dentro dos limites regulatórios há produtos que permitem estimular a potência muscular e a oxigenação dos tecidos, o que é extremamente importante para a performance de um ciclista.
Armstrong era um mito. Um ciclista que tinha ganho não um, não dois, não cinco (como Indurain, que assim volta a ser o recordista, na altura coadjuvado por um português - Orlando Rodrigues), mas sete Voltas a França, ainda para mais porque tinha recuperado de um cancro, onde esteve a metade do caminho de morrer (contam as histórias que, quando lhe foi diagnosticado o cancro, tinha 50% de hipóteses de morrer), ter dado a volta à situação, a tempo de ganhar o que ganhou, é uma história fantástica.
Aquelas subidas em que Armstrong fura ou tem um problema qualquer e vai subida acima e apanha os outros que o queriam deixar para trás são momentos fantásticos, mas comprovados pelo próprio como "fraudulentos". Mas Armstrong diz que, ao fazer aquilo, estava a lutar com as mesmas armas que os outros. Que nem todos os ciclistas, mas que a maioria do pelotão o fazia regularmente. Que quer isto dizer? Quem é que também estava metido nisto? Com toda esta história deveriam, e penso que irão, rolar mais cabeças além da de Armstrong. Mas a ver vamos. Para já é a queda de um mito.
Parece é que eu tenho uma sina triste com os meus favoritos: antes de Armstrong, eu gostava de Pantani, e depois de Basso e Contador. Todos eles com problemas com Doping...
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