sábado, 22 de outubro de 2016

AROUCA X FC PORTO

Meu caro Nuno,

Quero congratulá-lo por mais uma vitória. Vou começar pelas coisas más, ou, melhor dizendo, pelas coisas que não gostei, e vou terminar com as coisas que gostei e uma sugestão.

Não gostei de muitas coisas, começo por dizer-lhe. Encostar Oliver a uma ala é tirá-lo do jogo, ainda para mais num jogo em casa, que é para ganhar, e quanto mais cedo melhor. A prova é que, quando vinha para o meio, o espanhol era muito mais perigoso e muito mais eficiente nas intervenções que tinha no jogo. O pior é mesmo a parte de colocar Herrera no meio - o mexicano estorva mais do que ajuda. O ideal será mesmo voltar ao plano inicial e não lhe mexer muito - Oliver no meio e Herrera encostado a uma das alas.

Não gostei da forma um pouco apática como entrámos na 2a parte. Estávamos mesmo a pedir um golo do Arouca, que só não acontece porque eles jogam pouco e também porque tivemos um grandíssimo Danilo, a fazer jus à comendadoria com que foi agraciado.

Não gostei também, e isto volta e meia vem-se repetindo, pela nossa incapacidade em "desengonhar" o jogo (com Oliver no meio o jogo fica muito mais fluido) e, ainda pior, na nossa incapacidade em criar oportunidades de golo, principalmente na 2a parte. O senhor sabe disso, este tipo de jogos propicia-se a um erro defensivo que, originando um golo, torna-se difícil de contrariar.

De resto, gostei do princípio. Corona é uma mais valia, que pode ajudar a que Octávio possa ser poupado mais vezes - cuidado com a lesão dele, não vale a pena forçar. Voltei a gostar dos laterais - um e outro muito interventivos no ataque. O ideal seria chamar um dos emprestados para fazer a segunda metade da época, para ajudar na rotatividade.

Por fim, as sugestões: Brahimi tem as ideias lá, mas nota-se que tem falta de ritmo de jogo. Quarta-feira a equipa B joga? Se sim, ele deveria jogar os 90 minutos. Ele está com muito tempo de jogo perdido e quanto mais jogar, melhor para ele. Nota-se que as ideias estão lá, mas veio ao de cima o Brahimi sem forma: trapalhão, ansioso, a querer fazer tudo sozinho. E "rezingão". Diga-lhe lá que os adeptos gostam é de alto rendimento, e que ele não tem a melhor das famas nas bancadas. Portanto, as pessoas têm tendência a ser muito mais exigentes com as pessoas de quem "não gostam". É assim em todo o lado e ele tem que se habituar a não ser estrela.

Para terminar, um elogio - Brahimi é um bom jogador e tem que ser acarinhado e valorizado. Gostei da sua atitude quando, após mais uma iniciativa infrutífera Brahimi foi assobiado, se apressou a incentivar o jogador. Nota-se que ele está muito ansioso e que quer voltar aos "velhos tempos". A sua capacidade de liderança (neste caso "afectiva") é, como sempre, essencial, porque a célebre "estrutura" já viveu melhores dias.

Continuação de bom trabalho.

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