Estou a ver (abençoados streams) os jogos do Porto e do Sporting de hoje da Liga dos Campeões. Mais o jogo do Sporting, que o do Porto, a partir dos 5 minutos se percebeu que iriam ser favas contadas.
Ao ver o jogo do Sporting (não só o de hoje, mas também o do campeonato no fim de semana passado) lembrei-me de uma frase de Costinha (campeão europeu com o Porto, ex director desportivo do Sporting e ex treinador do Beira-Mar e do Paços, em todos os lados sem sucesso). Ele dizia que um jogador tinha nas mãos o poder de fazer de um treinador um Mourinho ou um azelha qualquer. Ele pelos vistos teve azar.
Mas não deixa de ter razão. Estou a ver William Carvalho a jogar. Nem parece o mesmo da época passada. Mas para bem pior. Não sei se é uma questão das funções que o treinador o pôs a fazer (que são sensivelmente as mesmas) mas mesmo naquilo que era forte no ano anterior este ano não o parece ser.
E levanta-se a questão. É falta de qualidade, ou birra por não ter saído? E como se adivinha a solução desta pergunta? E como se pode comprovar isso? Uma coisa é certa: William não está a demonstrar a mesma qualidade que tinha há um ano. E com grandes consequências para o Sporting.
Pelo processo inverso temos Nani. Um jogador que passou de detentor no melhor número de assistências para golo da Premier League em dois anos seguidos a proscrito, primeiro por Ferguson, depois por Moyes e finalmente por Van Gaal. Parece ter descoberto em Alvalade o caminho para voltar a ser determinante como dantes. Hoje mais um (bom) golo e foi o jogador em maior destaque no Sporting. E que pode ajudar a que Marco Silva possa fazer uma boa campanha em terras de Alvalade.
E existem mais casos onde isto se pode demonstrar. Qual a melhor solução? Não sei. Qualquer uma terá sempre muitos prós e muitos contras. Mas para o evitar nada como ter um plantel equilibrado, com duas alternativas a sério por cada posição. Que o dia Quaresma, que teve que fiar bem fininho com Lopetegui...
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
BENFICA X ZENIT
Na minha estreia como espectador de jogos de futebol ao mais alto nível (os jogos do Bila e do Cumieira não contam...) o Benfica perdeu em casa com uma equipa russa que pouco fez para ganhar o jogo.
Foi um jogo equilibrado que uma exibição paupérrima de Jardel (a jogar assim, nem no distrital tinha lugar...) e com uma frieza quase italiana (típica do clima soviético, se é que me entende). Villas Boas consegue tirar o melhor partido de Hulk (só jogou mesmo bem no Porto com ele e volta a jogar bem na Rússia com ele) e de Witsel (um médio de grande categoria e que melhorou no jogo de cabeça), para mim os melhores do Zenit.
Do Benfica, estranhei a colocação de Samaris de início (não pela qualidade que, viu-se, está lá) mas por ser novo, num jogo tão importante (como é o primeiro jogo da Champions) e depois por ter jogado na primeira parte tão junto aos centrais. Está bem que Jardel não sabe sair com a bola, mas na segunda parte demonstrou-se que, mais à frente, tem mais influência e pode dar mais qualidade à equipa no processo ofensivo. Estranhei a fadiga de Enzo Perez e confirmei a falta de confiança de Lima, que precisa de marcar com urgência ou então ir para o banco uns jogos. Derley não me pareceu ser grande alternativa e pode abrir-se a oportunidade (assim Jesus queira) de Nelson Oliveira poder justificar a tão reclamada utilização.
No fim, a reação dos adeptos foi de saudar, manifestando o seu apreço por uma equipa que jogou mais de 3/4 do jogo com menos um jogador em campo. Artur, para mim, foi mal expulso e notou-se uma diferença de critérios nas amostragens de cartões. O Benfica pode também queixar-se um penalty, algo forçado, sobre Enzo.
Quanto à Champions, com a vitória do Mónaco (a equipa mais fraca do grupo e dizem os resumos que levou uma lição de futebol em casa), a coisa pode ter-se complicado mais um bocadinho, mas penso que o Benfica, ganhando os jogos que faltam em casa e mais um dos jogos fora, empatando o outro e podendo perder mais um poderá passar à fase seguinte. Assim a sorte também queira alguma coisa com o Benfica.
Foi um jogo equilibrado que uma exibição paupérrima de Jardel (a jogar assim, nem no distrital tinha lugar...) e com uma frieza quase italiana (típica do clima soviético, se é que me entende). Villas Boas consegue tirar o melhor partido de Hulk (só jogou mesmo bem no Porto com ele e volta a jogar bem na Rússia com ele) e de Witsel (um médio de grande categoria e que melhorou no jogo de cabeça), para mim os melhores do Zenit.
Do Benfica, estranhei a colocação de Samaris de início (não pela qualidade que, viu-se, está lá) mas por ser novo, num jogo tão importante (como é o primeiro jogo da Champions) e depois por ter jogado na primeira parte tão junto aos centrais. Está bem que Jardel não sabe sair com a bola, mas na segunda parte demonstrou-se que, mais à frente, tem mais influência e pode dar mais qualidade à equipa no processo ofensivo. Estranhei a fadiga de Enzo Perez e confirmei a falta de confiança de Lima, que precisa de marcar com urgência ou então ir para o banco uns jogos. Derley não me pareceu ser grande alternativa e pode abrir-se a oportunidade (assim Jesus queira) de Nelson Oliveira poder justificar a tão reclamada utilização.
No fim, a reação dos adeptos foi de saudar, manifestando o seu apreço por uma equipa que jogou mais de 3/4 do jogo com menos um jogador em campo. Artur, para mim, foi mal expulso e notou-se uma diferença de critérios nas amostragens de cartões. O Benfica pode também queixar-se um penalty, algo forçado, sobre Enzo.
Quanto à Champions, com a vitória do Mónaco (a equipa mais fraca do grupo e dizem os resumos que levou uma lição de futebol em casa), a coisa pode ter-se complicado mais um bocadinho, mas penso que o Benfica, ganhando os jogos que faltam em casa e mais um dos jogos fora, empatando o outro e podendo perder mais um poderá passar à fase seguinte. Assim a sorte também queira alguma coisa com o Benfica.
sábado, 13 de setembro de 2014
NOSSA SENHORA DA PENA
Amanhã terminam as minhas festas relativas à época 13-14. Foram 33. E vou fazer uma das piores festas.
É uma festa que me dá cabo do juízo. Tem tudo, tudo junto, e numa enorme salgalhada. Resultado: nem bandas, nem ranchos, nem carros de choque, nem nada. Vale pela procissão, pequenina, mas com andores que batem o record do mundo.
De resto, de manhã um concertozinho, depois o almoço, e depois outro concertozinho, e depois os ranchos, a procissão, o jantar e outro concertozinho. Todos a rondar a 1h30. Chamam duas bandas para uma festa que se fazia bem com nenhuma. Nos concertos não se ouve nadinha (graças ao sonoro dos carrinhos de choque) e a festa é demasiado movimentada para tão pouco espaço. Por fim, o "conjunto" nem espera que as bandas acabem, e desata a tocar ainda as bandas estão nos coretos.
Enfim, uma valente confusão. Se eu mandasse, nunca mais lá ia. Mas como quem manda é o presidente...
MARINHO E PINTO
Se há pessoas que eu não gosto, é das oportunistas. Principalmente porque não são apenas oportunistas, têm problemas de carácter que eu não aprecio, de maneira nenhuma.
No início do mandato de Passos Coelho, a maior oposição não era de Seguro, mas sim de Portas. Não queria isto, e se fosse avante deitava tudo por terra, e depois, nas coisas boas, lá aparecia na fotografia a dizer: "Eu também cá estou". Mesmo que se soubesse que borrava a pintura toda fora da fotografia. Passos, e bem, chamou-o à pedra e ele teve de engolir os cortes e os impostos e tudo o mais.
Marinho e Pinto fez algo parecido. Poucos o conheciam quando chegou a Bastonário da Ordem dos Advogados. Fez um trabalho que é elogiado e criticado. Eu não digo nada, porque não percebo nada daquilo. Mas o que marcou mais foi o seu discurso, à justiceiro "Robin dos Bosques". E que, quando se candidatou, por um partido que lhe deu a mão (porque senão não podia ir), conquistou uma determinada percentagem de votos que o levou a ele (e a um companheiro de circunstância - não a de Vara) para Bruxelas.
Lá, deu-se conta que aquilo afinal não prestava. Mas continua lá a receber as mordomias que tanto critica. E agora, mais uma ferroada: vai criar um partido novo! Ou seja, de uma assentada, trai tudo aquilo que diz acreditar e respeitar, só porque teve uma determinada percentagem de votos. Que oportunista. O meu desejo é que seja feliz e que lhe aconteça aquilo que por norma acontece aos oportunistas. Mais nada.
No início do mandato de Passos Coelho, a maior oposição não era de Seguro, mas sim de Portas. Não queria isto, e se fosse avante deitava tudo por terra, e depois, nas coisas boas, lá aparecia na fotografia a dizer: "Eu também cá estou". Mesmo que se soubesse que borrava a pintura toda fora da fotografia. Passos, e bem, chamou-o à pedra e ele teve de engolir os cortes e os impostos e tudo o mais.
Marinho e Pinto fez algo parecido. Poucos o conheciam quando chegou a Bastonário da Ordem dos Advogados. Fez um trabalho que é elogiado e criticado. Eu não digo nada, porque não percebo nada daquilo. Mas o que marcou mais foi o seu discurso, à justiceiro "Robin dos Bosques". E que, quando se candidatou, por um partido que lhe deu a mão (porque senão não podia ir), conquistou uma determinada percentagem de votos que o levou a ele (e a um companheiro de circunstância - não a de Vara) para Bruxelas.
Lá, deu-se conta que aquilo afinal não prestava. Mas continua lá a receber as mordomias que tanto critica. E agora, mais uma ferroada: vai criar um partido novo! Ou seja, de uma assentada, trai tudo aquilo que diz acreditar e respeitar, só porque teve uma determinada percentagem de votos. Que oportunista. O meu desejo é que seja feliz e que lhe aconteça aquilo que por norma acontece aos oportunistas. Mais nada.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
PAULO BENTO
Vou ter de ser coerente e dizer que estava errado. Defendi, tal como aconteceu com Hodgson em Inglaterra, que deveria continuar. Apesar de tudo, tinha umas meias finais num campeonato da Europa (e com um grupo de fugir), o que, bem vistas as coisas não é assim tanto um sinal de incompetência.
Mas a incapacidade de renovar a Selecção e pô-la a jogar futebol (sim, que jogar à bola é diferente, e a Selecção até joga aos repelões que era de fugir), tal como aconteceu nos últimos tempos do Sporting, fazem-me acreditar que Bento não é treinador para grandes equipas nem para grandes desafios.
O jogo contra a Albânia, que eu não vi, mas li relatos (que valem o que valem), foi o corolário. Uma equipa que não o foi, que, sem Cristiano, é demasiado vulgar e que não tem ninguém que seja capaz de fazer a diferença.
Pelo que era então expectável que, mais dia, menos dia (eu não esperava tão cedo), Paulo Bento acabasse por sair ou por ser demitido. Foi a solução intermédia: um acordo amigável.
Sucessores? Toda a gente fala em Vitor Pereira (que para mim é um patinho feio, nunca me convenceu, mas que foi bicampeão no FCP), em Manuel José (que só deu provas do que valia no Egipto e no Boavista e, um bocadinho, no Belenenses), ou então em Fernando Santos (que saiu sempre pela porta pequena nos grandes em Portugal, foi campeão no Porto, foi quem mais luta deu ao Porto de Mourinho no Sporting, e o despedimento mais estúpido de Vieira, mas que nunca foi bem amado em nenhum dos três grandes), que fez um trabalho interessante na Grécia, tendo em conta os recursos que tinha à disposição. Dos três, não gosto de nenhum.
Quem escolhia? Não sei. Mas teria que ser alguém de fibra. Alguém que se impusesse pela sua personalidade e que não fosse influenciado por empresários. O problema é que não me lembro de ninguém assim que seja capaz de vir cá fazer qualquer coisa e que seja baratinho...
Mas a incapacidade de renovar a Selecção e pô-la a jogar futebol (sim, que jogar à bola é diferente, e a Selecção até joga aos repelões que era de fugir), tal como aconteceu nos últimos tempos do Sporting, fazem-me acreditar que Bento não é treinador para grandes equipas nem para grandes desafios.
O jogo contra a Albânia, que eu não vi, mas li relatos (que valem o que valem), foi o corolário. Uma equipa que não o foi, que, sem Cristiano, é demasiado vulgar e que não tem ninguém que seja capaz de fazer a diferença.
Pelo que era então expectável que, mais dia, menos dia (eu não esperava tão cedo), Paulo Bento acabasse por sair ou por ser demitido. Foi a solução intermédia: um acordo amigável.
Sucessores? Toda a gente fala em Vitor Pereira (que para mim é um patinho feio, nunca me convenceu, mas que foi bicampeão no FCP), em Manuel José (que só deu provas do que valia no Egipto e no Boavista e, um bocadinho, no Belenenses), ou então em Fernando Santos (que saiu sempre pela porta pequena nos grandes em Portugal, foi campeão no Porto, foi quem mais luta deu ao Porto de Mourinho no Sporting, e o despedimento mais estúpido de Vieira, mas que nunca foi bem amado em nenhum dos três grandes), que fez um trabalho interessante na Grécia, tendo em conta os recursos que tinha à disposição. Dos três, não gosto de nenhum.
Quem escolhia? Não sei. Mas teria que ser alguém de fibra. Alguém que se impusesse pela sua personalidade e que não fosse influenciado por empresários. O problema é que não me lembro de ninguém assim que seja capaz de vir cá fazer qualquer coisa e que seja baratinho...
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
COSTA vs SEGURO
Tem sido uma campanha extremamente pobre. Ao contrário de todas as expectativas. A começar pelas minhas. Eu esperava uma campanha a sério. Onde se debatessem ideias e estratégias. A sério.
Mas não. Ou foi um que traiu, ou foi outro que não dava a injecção de confiança. Ou seja, questões que não interessam a ninguém. Ontem, na TVI foram 15 minutos a ajustar contas com o passado e mais 15 minutos a falar de mais não sei bem o quê.
Hoje já foi diferente. Já se debateu qualquer coisa. Quanto mais não seja para dizer que é mais o que os une do que aquilo que os separa. Costa diz, Seguro diz com outro nome. Seguro propõe, Costa propõe com outra capa. Mas, na prática é o mesmo.
Não se debate aquilo que se deveria debater. Finanças. Todos dizem que a dívida subiu por causa deste Governo e que o défice é maior do que o do Memorando. Todos demonstram ignorância no que toca a esta matéria. O défice derrapou porque já tinha derrapado antes de começar e por consequência a dívida também derrapa. Esquecem-se de falar na almofada de segurança que o Goveno foi criando (bem ou mal, isso é outra conversa).
Ou seja, estou curioso para ver o terceiro debate na RTP, daqui uns dias. Mas espero que seja mais elucidativo. Senão terei que votar em Pedro Passos Coelho. Desta vez não por ser o melhor, mas por ser o menos mau. E tenho pena.
Mas não. Ou foi um que traiu, ou foi outro que não dava a injecção de confiança. Ou seja, questões que não interessam a ninguém. Ontem, na TVI foram 15 minutos a ajustar contas com o passado e mais 15 minutos a falar de mais não sei bem o quê.
Hoje já foi diferente. Já se debateu qualquer coisa. Quanto mais não seja para dizer que é mais o que os une do que aquilo que os separa. Costa diz, Seguro diz com outro nome. Seguro propõe, Costa propõe com outra capa. Mas, na prática é o mesmo.
Não se debate aquilo que se deveria debater. Finanças. Todos dizem que a dívida subiu por causa deste Governo e que o défice é maior do que o do Memorando. Todos demonstram ignorância no que toca a esta matéria. O défice derrapou porque já tinha derrapado antes de começar e por consequência a dívida também derrapa. Esquecem-se de falar na almofada de segurança que o Goveno foi criando (bem ou mal, isso é outra conversa).
Ou seja, estou curioso para ver o terceiro debate na RTP, daqui uns dias. Mas espero que seja mais elucidativo. Senão terei que votar em Pedro Passos Coelho. Desta vez não por ser o melhor, mas por ser o menos mau. E tenho pena.
BAIXA E ALTA AUTO-ESTIMA
Uma série de conversas que tive com diversas pessoas nos últimos tempos revelaram-me que sofro de um problema chamado baixa auto-estima.
Por norma tendo a valorizar aquilo que faço menos bem e a desvalorizar aquilo que faço bem. Considero que aquilo que faço bem resulta de uma obrigação que tenho (afinal, tenho cérebro para alguma coisa deve ser) de o fazer e, quando não o faço é porque deveria ter feito e não usei todas as minhas capacidades.
Como por norma são mais as coisas que faço bem do que as que faço menos bem, cognitivamente posso também sofrer de um bom problema chamado "alta auto-estima". Pelo menos pensava eu. Afinal, também podia pensar que errar é humano e que as coisas boas que vou fazendo me podem aumentar a auto estima (um bocadinho naquela do: "estás a ver como és capaz? é só fazer!"). Mas eu prefiro pensar pela primeira forma, uma vez que me obriga a ser exigente comigo próprio. Pelo menos a meu ver. Se eu puser a minha fasquia mais alto, mais difícil se torna de os atingir. E se não os atingir, a minha auto-estima baixa.
Onde tenho, definitivamente, um problema de baixa autoestima é na parte da aparência física. É também fruto dos "brindes" de que fui alvo durante toda a infância e início da adolescência (quem me conhece sabe bem do que falo). Tornaram-me muito menos confiante que a maioria dos rapazes da minha idade. E que me tornam muito mais tímido no que toca a relações com o sexo oposto. E que me fazem pensar sempre que nenhuma rapariga, que eu considere interessante (claro!), se irá interessar por mim.
É também por isso que toda a gente me pergunta porque é que eu nunca arranjei uma namorada. É tão difícil de entender assim?
Por norma tendo a valorizar aquilo que faço menos bem e a desvalorizar aquilo que faço bem. Considero que aquilo que faço bem resulta de uma obrigação que tenho (afinal, tenho cérebro para alguma coisa deve ser) de o fazer e, quando não o faço é porque deveria ter feito e não usei todas as minhas capacidades.
Como por norma são mais as coisas que faço bem do que as que faço menos bem, cognitivamente posso também sofrer de um bom problema chamado "alta auto-estima". Pelo menos pensava eu. Afinal, também podia pensar que errar é humano e que as coisas boas que vou fazendo me podem aumentar a auto estima (um bocadinho naquela do: "estás a ver como és capaz? é só fazer!"). Mas eu prefiro pensar pela primeira forma, uma vez que me obriga a ser exigente comigo próprio. Pelo menos a meu ver. Se eu puser a minha fasquia mais alto, mais difícil se torna de os atingir. E se não os atingir, a minha auto-estima baixa.
Onde tenho, definitivamente, um problema de baixa autoestima é na parte da aparência física. É também fruto dos "brindes" de que fui alvo durante toda a infância e início da adolescência (quem me conhece sabe bem do que falo). Tornaram-me muito menos confiante que a maioria dos rapazes da minha idade. E que me tornam muito mais tímido no que toca a relações com o sexo oposto. E que me fazem pensar sempre que nenhuma rapariga, que eu considere interessante (claro!), se irá interessar por mim.
É também por isso que toda a gente me pergunta porque é que eu nunca arranjei uma namorada. É tão difícil de entender assim?
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