Se há pessoas que eu não gosto, é das oportunistas. Principalmente porque não são apenas oportunistas, têm problemas de carácter que eu não aprecio, de maneira nenhuma.
No início do mandato de Passos Coelho, a maior oposição não era de Seguro, mas sim de Portas. Não queria isto, e se fosse avante deitava tudo por terra, e depois, nas coisas boas, lá aparecia na fotografia a dizer: "Eu também cá estou". Mesmo que se soubesse que borrava a pintura toda fora da fotografia. Passos, e bem, chamou-o à pedra e ele teve de engolir os cortes e os impostos e tudo o mais.
Marinho e Pinto fez algo parecido. Poucos o conheciam quando chegou a Bastonário da Ordem dos Advogados. Fez um trabalho que é elogiado e criticado. Eu não digo nada, porque não percebo nada daquilo. Mas o que marcou mais foi o seu discurso, à justiceiro "Robin dos Bosques". E que, quando se candidatou, por um partido que lhe deu a mão (porque senão não podia ir), conquistou uma determinada percentagem de votos que o levou a ele (e a um companheiro de circunstância - não a de Vara) para Bruxelas.
Lá, deu-se conta que aquilo afinal não prestava. Mas continua lá a receber as mordomias que tanto critica. E agora, mais uma ferroada: vai criar um partido novo! Ou seja, de uma assentada, trai tudo aquilo que diz acreditar e respeitar, só porque teve uma determinada percentagem de votos. Que oportunista. O meu desejo é que seja feliz e que lhe aconteça aquilo que por norma acontece aos oportunistas. Mais nada.
Sem comentários:
Enviar um comentário