sábado, 9 de outubro de 2010

PACHECO PEREIRA

Ora, nem mais, o "queimador-mor" de líderes do PSD. Estou na dúvida para quando será que vai aparecer um corajoso que lhe tire o cartãozinho de militante e ele deixe de aparecer na vida política portuguesa.

Desta vez falo dele porque consta que ele publicou um artigo de opinião no Público, a dizer que o PSD deveria abster-se no OE 2011, para evitar uma crise política, já que Sócrates ameaçou demitir-se, caso o dito documento não fosse aprovado.

Ora, é sabido que PPC e o seu núcleo mais próximo estão vai-que-não-vai para chumbar o Orçamento. Vir um deputado dizer, na praça pública que não o deveria fazer, é mau. Mau, porque significa um desrespeito e uma deslealdade para com a liderança do partido a que pertence, isto na minha opinião. Bem esteve MFL, já que o que tinha a dizer, disse-o em privado, já que é lá que as coisas se devem resolver.

Mas, disto já toda a gente devia estar habituada. Acho que a única liderança que JPP não "queimou" foi mesmo a de MFL, por sinal a mais próxima ideologicamente de CS, o nosso PR. De resto, foi um tiro ao alvo constante a todas as anteriores lideranças, desde Fernando Nogueira a Luís Filipe Menezes. Pergunto só porque ainda não o encostaram à parede e lhe tiraram o cartão de militante.

Não contesto a diversidade de opiniões. Bem pelo contrário. Aliás, é por isso que simpatizo com o PSD. Existe e existirá sempre uma liberdade de pensamento e opinião. Nunca, como no PS, que como diz MMC, "não há debate sobre coisa nenhuma", desde que foi eleito Sócrates, o que é bastante significativo.

Contudo, existe uma coisa que eu aprecio e sempre apreciarei, pelo menos enquanto estiver no meu perfeito juízo: as coisas têm que se resolver no sítio delas. Nunca, na "praça pública". E Pacheco Pereira tem sido useiro e vezeiro nisso.

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