sábado, 16 de abril de 2011

FMI

Esta vinha no público. E passo a escrever...

- Vai ficar até quando em Portugal? - pergunta-se a um "sr. FMI"
- Até endireitar as contas, cortar nos gastos excessivos, ter critério nas despesas... Enfim, até que haja racionalidade na economia portuguesa. Gosto do clima, é um bom lugar para envelhecer...

E pronto, está tudo dito. O grande problema do nosso país é que tem vivido numa irracionalidade económica da qual o nosso país parece não querer sair. E que quem vai pagar por ela vai ser a minha geração. Basta ver quem domina mais um bocadinho de economia a criticar o ponto a que se chegou. Mas o mais esquisito é que quando alguns deles foram governantes não conseguiram chegar a lado nenhum, a não ser, posteriormente, a empresas privadas. E grandes empresas.

O problema está diagnosticado. O grande problema de Portugal pode ser comparado a um doente de cancro. Quando confrontado com a realidade prefere correr os médicos todos a ver se existe algum que não corrobora o diagnóstico, para continuar tudo na mesma. É que mudar de vida custa muito. No nosso caso, já corremos os médicos todos, demoramos muito tempo e ficamos muito pior. Está na hora da quimioterapia agressiva. E isso implica uma diminuição de salários, redução do consumo, para depois voltarmos a crescer, de preferência sem necessidade de grandes impostos. E reduzir o papel do Estado ao absolutamente essencial. Só assim poderemos mesmo voltar ao sitio. Sem paranoias privacionistas. Algo coerente.

Até lá continuamos na mesma. Com todos os mesmos problemas.

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