Somos um país de "artistas". É inexplicável a quantidade de coisas sem nexo que vai acontecendo neste país sem que nada aconteça. E sem que ninguém se lembre de dar uma sapatada no assunto.
Na sequência do fracasso do Mundial resolveu-se dar mais poder a Paulo Bento. Portugal perde com a Albânia e Paulo Bento é despedido. Aqui chegados, eu pergunto: mas não se poderia ter "despedido" o senhor seleccionador nacional antes de termos perdido os três pontos que, quase obrigatoriamente, teríamos que ganhar a uma selecção tão fraca como a Albânia? Resultado: agora, outra vez, vamos ter de correr atrás do prejuízo. E vamos ver como a coisa corre.
Umas semanas depois, Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça, deu início à sua "emblemática" reforma. A plataforma estaria, segundo se previa, em condições para que tudo se iniciasse sem problemas. No dia, a plataforma crashou. À portuguesa. Agora está tudo parado. E nada anda. E ninguém sabia? Ou toda a gente sabia e nada se fez? E agora? Demissões? Nem vê-las. Responsabilização? Pelos vistos não existe.
Uns dias depois concluiu-se que a colocação dos professores também não tinha sido bem feita. Acontece que o Ministério da Educação tem um ano para preparar todo este processo. Não tem gente? Contrate! Não há dinheiro? Poupe-se nas compras, que andam a deslizar! Se não tivessem deslizado, o défice seria de 3.3% em vez de 4%. E a coisa seria resolvida com pinta!
Passos Coelho foi acusado de ter recebido dinheiro da Tecnoforma enquanto deputado. Afinal, não era deputado em exclusividade. Uma vergonha! Pelo deputado, hoje primeiro-ministro. Que raio! Então os deputados não o deveriam ser em exclusividade? Como raio hão-de defender os nossos interesses quando podem ter que defender interesses de quem lhes paga? Uma vergonha! Como raio um jornal publica uma notícia assim, sem sequer ter a certeza que não está a enfiar um barrete? Como pode um jornal basear-se em mandar tiros para o ar e jogar no "se acertar, que bom!, se não acertar, paciência!"? A vida das pessoas já não merece respeito?
Seguro apareceu a defender a redução do número de deputados. Agora aparecem os apoiantes de Costa dizer que é populismo e que a proposta não deveria ser feita nesta altura. Um deles é Jorge Lacão, ex Ministro dos Assuntos Parlamentares de Sócrates, que, na altura, defendeu... a redução do número de deputados. Pois, então! Haja honestidade intelectual! Ou então não...
São pequenos exemplos de como o país está. Uma vergonha!
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