Cansa ouvir Seguro dizer que é preciso mais um ano, e a insistir e a criticar o Governo por isso, quando foi Sócrates (e só ele e o seu Governo) que negociou o acordo. É intelectualmente desonesto, na minha opinião, apesar de eu ser favorável a esta ideia.
Contudo, não pode ser o Governo a pedir. Isso retira credibilidade a quem está a efectuar um reajuste. Porque é isso que se está a passar. Um reajuste. Um reajuste do consumo às nossas possibilidades, nem que para isso tenha que haver um empobrecimento. Porque estavamos a viver acima das nossas possibilidades.
É a mesma coisa que alguém que tem uma mansão de luxo e um Mercedes topo de gama e que ainda os estão a pagar ter visto as suas fontes de rendimento cairem. Isso obriga a um reajuste, de modo a se conseguir viver, certo? Para isso, vende a casa que tem, compra uma mais modesta e em vez do Mercedes, compra um Volkswagen. São mais baratos, menos dispendiosos e pode voltar a fazer a sua vida na mesma. É exactamente o mesmo processo pelo qual estamos a passar.
Contudo, ainda falta uma coisa muito importante. É preciso mais do que nunca retirar toda aquela gente que se serve do Estado e não serve o Estado. Do mesmo modo, é preciso anular os contratos leoninos que foram feitos, sempre em benefício dos amigos e nunca em benefício do contribuinte. Além daquilo que o actual Governo está a fazer, ao combater alguns interesses instalados, nomeadamente nos médicos (não nos mais novos, mas nos mais velhos...) e nos juizes. Depois de isto tudo posto no sitio, acredito que poderemos ter um país melhor.
E é no final da legislatura que vou decidir em quem voto. Depois de ver se isto tudo foi feito. Mas não podemos mais estar numa política de gastar, gastar e gastar. Os próximos 10 anos vão ter de ser em super-avit primário (pelo menos...já para não falar em super-avit orçamental, que seria o ideal). Deste modo conseguiremos abater a dívida, uma vez que estaremos a ter menos necessidade de pedir dinheiro emprestado. E concordo com a ideia de Cadilhe de taxar a riqueza e mandá-la para a dívida. Isso seria inteligente. Abatia-a e diminuia os juros a pagar.
Tudo o resto, das greves às manifestações, são consequências do ajuste que estamos a fazer. Não há por onde fugir. E ao falar dos juros e dos usurários, é lembrar que ha vários países em que os investidores pagam juros negativos, ou seja, os investidores ainda pagam juros, em vez de receber. Não deve ser engano. Então porque não seguir o mesmo caminho? Será que não podemos fazer o mesmo?
domingo, 15 de julho de 2012
BOQUILHA NOVA
Comprei uma boquilha nova. Uma B45 Lira (não sei por o símbolo, logo vai por escrito...). Agora sim, já tenho uma boquilha para me bater de igual para igual com os trombones...assim é mais bonito...
Mais a sério, é uma boquilha que exige mais controlo de quem está a tocar e que me vai fazer estar a um nível simpático, pelo menos porque não me posso descuidar. Temos que arranjar desafios para nos mantermos activos, não é?
Mais a sério, é uma boquilha que exige mais controlo de quem está a tocar e que me vai fazer estar a um nível simpático, pelo menos porque não me posso descuidar. Temos que arranjar desafios para nos mantermos activos, não é?
terça-feira, 3 de julho de 2012
AUSTERIDADE II
Os argumentos de Camilo Lourenço (ver artigo de opinião no site do Jornal de Negócios) são válidos e, em condições normais, eu concordaria com eles. Porque é do mais elementar que quanto mais défice mais juros, e quanto mais juros mais défice.
Contudo, este é um caso excepcional. E nestes casos não podemos, penso eu, estar agarrados que nem um íman aos livros de teoria. Não podemos ter mais impostos. Já ultrapassámos aquela curva dos impostos, em que mais impostos vão causar menos receita. Ainda para mais, temos desemprego mais alto do que o esperado, logo menos consumo, menos receita e mais prestações sociais.
Pelo que continuo a pensar que a solução ideal é aquela que defendi. Dizer que é para cumprir e fazer tudo para isso. Mas, caso não se alcance a meta, não entrar em pânico. Afinal, no ano passado, com aquela receita tivemos uma melhor prestação do que o previsto. E pode dar ela por ela. Mas em 2013 temos que dar o litro outra vez e fazer com que o défice baixe para 3%.
E depois não podemos, de modo algum, relaxar. Porque temos que fazer diminuir a dívida e criar super-avits primários constantes durante, pelo menos, os próximos 10 a 15 anos. Para colocarmos a nossa dívida num padrão sustentável. E concordo com a ideia de Miguel Cadilhe. Chegar a Dezembro e fazer um imposto especial sobre o rendimento, que não entre no Orçamento de Estado, cobrado de uma só vez, que abranja os mais ricos e direccioná-lo directamente para a dívida pública. Era uma forma inteligente de a amortizar, diminuindo deste modo os juros a pagar no futuro.
Mas mais impostos não. Se for mesmo para cumprir, então corte-se na despesa. Aí sim, pode haver muita coisa para cortar. Com coragem, mas corte-se. Mas mais impostos é matar o doente com a cura. E aí, sim, entraríamos no caminho da Grécia. O que não é o que pretende, pois não?
Contudo, este é um caso excepcional. E nestes casos não podemos, penso eu, estar agarrados que nem um íman aos livros de teoria. Não podemos ter mais impostos. Já ultrapassámos aquela curva dos impostos, em que mais impostos vão causar menos receita. Ainda para mais, temos desemprego mais alto do que o esperado, logo menos consumo, menos receita e mais prestações sociais.
Pelo que continuo a pensar que a solução ideal é aquela que defendi. Dizer que é para cumprir e fazer tudo para isso. Mas, caso não se alcance a meta, não entrar em pânico. Afinal, no ano passado, com aquela receita tivemos uma melhor prestação do que o previsto. E pode dar ela por ela. Mas em 2013 temos que dar o litro outra vez e fazer com que o défice baixe para 3%.
E depois não podemos, de modo algum, relaxar. Porque temos que fazer diminuir a dívida e criar super-avits primários constantes durante, pelo menos, os próximos 10 a 15 anos. Para colocarmos a nossa dívida num padrão sustentável. E concordo com a ideia de Miguel Cadilhe. Chegar a Dezembro e fazer um imposto especial sobre o rendimento, que não entre no Orçamento de Estado, cobrado de uma só vez, que abranja os mais ricos e direccioná-lo directamente para a dívida pública. Era uma forma inteligente de a amortizar, diminuindo deste modo os juros a pagar no futuro.
Mas mais impostos não. Se for mesmo para cumprir, então corte-se na despesa. Aí sim, pode haver muita coisa para cortar. Com coragem, mas corte-se. Mas mais impostos é matar o doente com a cura. E aí, sim, entraríamos no caminho da Grécia. O que não é o que pretende, pois não?
segunda-feira, 25 de junho de 2012
AUSTERIDADE
Independentemente de ser licenciado em Gestão, na verdade os meus conhecimentos de economia são os mais elementares. Não sou nenhum teórico, aliás, das teorias económicas percebo pouco, e aquilo que domino (ou, melhor dizendo, julgo dominar) advém unica e exclusivamente do senso comum. Esta é a declaração de interesses que julgo ser pertinente fazer.
O Ministro das Finanças disse há dias que, afinal, a execução orçamental deste ano, chegados a Maio, era desapontante face ao esperado, na parte da receita. Diz que a despesa está sob controlo e que, essencialmente, o buraco está na parte da receita (leia-se cobrança de impostos).
Face a isto, vem a esquerda mais radical dizer que vai haver mais medidas de austeridade e que "vai cair o Carmo e a Trindade". Por sua vez o Governo diz que vai fazer aquilo que tem que fazer. O PS espera para ver. E eu acho, honra lhe seja feita, que faz muito bem.
Por dois motivos: primeiro, porque estamos no limite da austeridade. Aliás, já ultrapassámos esse limite (recordar definição da curva do teórico de que não sei o nome que diz que a partir de uma certa altura um aumento de impostos é uma diminuição de receita...). O que leva a que mais impostos não dê em nada, senão em mais sarilho, como aconteceu na Grécia, onde se chegou ao que se chegou. Segundo ponto, porque isso poderia por em causa a retoma do crescimento ainda que muito ténue. E porque acredito que a troika fez a avaliação do que correu mal na Grécia. E uma das coisas foi o sucessivo aumento de impostos que levou a um asfixiamento da economia. Se estamos no limite, no limite deveremos ficar. Se possivel, e inteligentemente, deveremos começar a pensar em baixar selectivamente os impostos. De modo, não a perder receita, mas a subi-la.
Deste modo, alinho na posição de António José Seguro. Mais austeridade não, por favor! Sou contra todo e qualquer aumento de impostos, uma vez que isso não iria resultar em nada, podendo tornar-se, aliás, num grande contra-senso. Deixemos as coisas estarem como estão. Se o défice não for 4,5%, que seja de 5%. Mas que não se relaxe e que seja o mais baixo possível.
Porque não podemos deixar de ter em atenção que o défice de 2011 seria bem mais do que previsto, rondando mesmo os 7% ou mesmo mais. Pelo que temos que ter esse pormenor em consideração. É diferente baixar de 5% do que de 7% ou de 9%. E isso tem que ser considerado. E penso que a troika terá isso em consideração. Levará mais em consideração o cumprimento do plano de reformas do que o défice no final do ano, desde que, como referi, não exista relaxe, apesar de se saber que não se atingirá o previsto.
Mas não se pode matar o doente com a cura. Isso seria "borrar a escrita".
O Ministro das Finanças disse há dias que, afinal, a execução orçamental deste ano, chegados a Maio, era desapontante face ao esperado, na parte da receita. Diz que a despesa está sob controlo e que, essencialmente, o buraco está na parte da receita (leia-se cobrança de impostos).
Face a isto, vem a esquerda mais radical dizer que vai haver mais medidas de austeridade e que "vai cair o Carmo e a Trindade". Por sua vez o Governo diz que vai fazer aquilo que tem que fazer. O PS espera para ver. E eu acho, honra lhe seja feita, que faz muito bem.
Por dois motivos: primeiro, porque estamos no limite da austeridade. Aliás, já ultrapassámos esse limite (recordar definição da curva do teórico de que não sei o nome que diz que a partir de uma certa altura um aumento de impostos é uma diminuição de receita...). O que leva a que mais impostos não dê em nada, senão em mais sarilho, como aconteceu na Grécia, onde se chegou ao que se chegou. Segundo ponto, porque isso poderia por em causa a retoma do crescimento ainda que muito ténue. E porque acredito que a troika fez a avaliação do que correu mal na Grécia. E uma das coisas foi o sucessivo aumento de impostos que levou a um asfixiamento da economia. Se estamos no limite, no limite deveremos ficar. Se possivel, e inteligentemente, deveremos começar a pensar em baixar selectivamente os impostos. De modo, não a perder receita, mas a subi-la.
Deste modo, alinho na posição de António José Seguro. Mais austeridade não, por favor! Sou contra todo e qualquer aumento de impostos, uma vez que isso não iria resultar em nada, podendo tornar-se, aliás, num grande contra-senso. Deixemos as coisas estarem como estão. Se o défice não for 4,5%, que seja de 5%. Mas que não se relaxe e que seja o mais baixo possível.
Porque não podemos deixar de ter em atenção que o défice de 2011 seria bem mais do que previsto, rondando mesmo os 7% ou mesmo mais. Pelo que temos que ter esse pormenor em consideração. É diferente baixar de 5% do que de 7% ou de 9%. E isso tem que ser considerado. E penso que a troika terá isso em consideração. Levará mais em consideração o cumprimento do plano de reformas do que o défice no final do ano, desde que, como referi, não exista relaxe, apesar de se saber que não se atingirá o previsto.
Mas não se pode matar o doente com a cura. Isso seria "borrar a escrita".
sábado, 23 de junho de 2012
NÃO COMPREENDO...
Acabei de ler o artigo de opinião de José Manuel Fernandes de ontem no Público. E subscrevo.
Finalmente, como sempre defendi, temos um gestor (ou economista, se preferirem chamar-lhe pelo curso que o homem tirou...) a liderar o SNS. Finalmente! Porque a situação de pré-falência a que chegou a isso obrigava. E, claro, teve que fazer alguns cortes. E logo lhe chamam, a ele ou a interposta pessoa, "cangalheiro". Quando toca a meter populismo, qualquer coisinha serve. É por estas e por outras que Louçã, que eu considero extremamente inteligente, não chega a Primeiro Ministro. É pena.
Este é um exemplo daquilo onde eu hoje quero chegar. Durante os últimos 20 anos (sim, com Cavaco incluido...) não fizemos os nossos trabalhos de casa. Não soubemos planear adequadamente o nosso futuro. Deixamo-nos ir à boleia do populismo e à boleia do facilitismo. Resultado: quando quisemos meter um bocadinho de ordem na casa tivemos logo um PR que dizia que "há mais vida para além do défice" (pois há, nota-se agora...e os trabalhos de casa, dr. Sampaio?) e tivemos maneira de mandar os senhores que lá estavam embora para vir mais do mesmo. E chegámos onde chegámos.
Posto isto, quando mais ninguém nos emprestava dinheiro com um risco (leia-se taxa de juro) aceitável, tivemos que pedir emprestado, e por favor, a outros, que só emprestam em último caso. E estes fizeram aquilo que nós não tivemos coragem de fazer: uma listinha de "trabalhos de casa" (leia-se reformas) para nos tornarmos minimamente sustentáveis. Obviamente que esses trabalhos de casa trazem problemas de curto prazo, porque trazem empobrecimento. Mas eu prefiro chamar-lhe redimensionamento. Sim, porque nos estamos a redimensionar ao que temos e isso custa. Mais ou menos como uma família muito rica, que de repente fica com pouco dinheiro. Tem que se ajustar. Aqui, o ajustamento é para 10 milhoes e qualquer coisa de portugueses.
E, durante este ajustamento, aparecem os "culpados" (leia-se responsáveis políticos) que nos levaram a este ponto a dizerem que é necessário um travão. E que é preciso abrandar o rítmo e que é necessário "estimular a economia" (leia-se gastar mais dinheiro). Mas não foi isso que nós fizemos durante este tempo todo? E quais foram os resultados a que chegámos? E a solução é voltar a insistir no erro?
Então dizem que a culpa é de Angela Merkel. Porque não faz os alemães gastar mais dinheiro, porque não permite que se imprima mais moeda, porque não quer que "estimule a economia". Deste modo? Pudera... Já se viu o final desta telenovela e, diga-se de passagem, que não é muito agradável. Ou então a criação dos eurobonds e mais coisas assim, em que principalmente a Alemanha se chega à frente... E Merkel diz, claro, que não, que nem pensar.
E eu dizia, se estivesse no lugar dessa senhora, que só se tiver direito de veto de todos os Orçamentos de Estado dos países que beneficiem com esta decisão é que mudava de opinião. Pois... assim a coisa mudaria de figura... E depois dizia-se que era uma ingerência na soberania dos Estados e outras coisas assim... como se pedir dinheiro emprestado com nome de outro não o fosse...
Pelo que só vejo como saída continuar a fazer o trabalho de casa. E esperar por melhores dias no que toca à envolvente económica europeia e mundial. Ainda ontem o ministro Vitor Gaspar admitiu que a execução orçamental não estava a correr como o previsto. Muito por culpa da receita que foi, para não variar, sobreestimada. Estima-se que já tenha ultrapassado o limiar da curva de um teórico qualquer que dizia que, ultrapassado esse limite, o valor da receita de impostos tenderia, não a aumentar, mas a diminuir. Pelo que o aumento de impostos não é, de modo algum, a solução milagrosa. Esta passa, agora mais do que nunca, pelo corte nas despesas supérfulas do Estado, para mal da classe política instalada. Vamos ver se o Governo é capaz disso.
Pelo que não compreendo quem diz que a culpa disto tudo é de Merkel, e que quem alinha nas mesmas ideias é subserviente. Não. A culpa é nossa e somos nós que temos que sair dela. Quanto mais cedo, melhor.
Finalmente, como sempre defendi, temos um gestor (ou economista, se preferirem chamar-lhe pelo curso que o homem tirou...) a liderar o SNS. Finalmente! Porque a situação de pré-falência a que chegou a isso obrigava. E, claro, teve que fazer alguns cortes. E logo lhe chamam, a ele ou a interposta pessoa, "cangalheiro". Quando toca a meter populismo, qualquer coisinha serve. É por estas e por outras que Louçã, que eu considero extremamente inteligente, não chega a Primeiro Ministro. É pena.
Este é um exemplo daquilo onde eu hoje quero chegar. Durante os últimos 20 anos (sim, com Cavaco incluido...) não fizemos os nossos trabalhos de casa. Não soubemos planear adequadamente o nosso futuro. Deixamo-nos ir à boleia do populismo e à boleia do facilitismo. Resultado: quando quisemos meter um bocadinho de ordem na casa tivemos logo um PR que dizia que "há mais vida para além do défice" (pois há, nota-se agora...e os trabalhos de casa, dr. Sampaio?) e tivemos maneira de mandar os senhores que lá estavam embora para vir mais do mesmo. E chegámos onde chegámos.
Posto isto, quando mais ninguém nos emprestava dinheiro com um risco (leia-se taxa de juro) aceitável, tivemos que pedir emprestado, e por favor, a outros, que só emprestam em último caso. E estes fizeram aquilo que nós não tivemos coragem de fazer: uma listinha de "trabalhos de casa" (leia-se reformas) para nos tornarmos minimamente sustentáveis. Obviamente que esses trabalhos de casa trazem problemas de curto prazo, porque trazem empobrecimento. Mas eu prefiro chamar-lhe redimensionamento. Sim, porque nos estamos a redimensionar ao que temos e isso custa. Mais ou menos como uma família muito rica, que de repente fica com pouco dinheiro. Tem que se ajustar. Aqui, o ajustamento é para 10 milhoes e qualquer coisa de portugueses.
E, durante este ajustamento, aparecem os "culpados" (leia-se responsáveis políticos) que nos levaram a este ponto a dizerem que é necessário um travão. E que é preciso abrandar o rítmo e que é necessário "estimular a economia" (leia-se gastar mais dinheiro). Mas não foi isso que nós fizemos durante este tempo todo? E quais foram os resultados a que chegámos? E a solução é voltar a insistir no erro?
Então dizem que a culpa é de Angela Merkel. Porque não faz os alemães gastar mais dinheiro, porque não permite que se imprima mais moeda, porque não quer que "estimule a economia". Deste modo? Pudera... Já se viu o final desta telenovela e, diga-se de passagem, que não é muito agradável. Ou então a criação dos eurobonds e mais coisas assim, em que principalmente a Alemanha se chega à frente... E Merkel diz, claro, que não, que nem pensar.
E eu dizia, se estivesse no lugar dessa senhora, que só se tiver direito de veto de todos os Orçamentos de Estado dos países que beneficiem com esta decisão é que mudava de opinião. Pois... assim a coisa mudaria de figura... E depois dizia-se que era uma ingerência na soberania dos Estados e outras coisas assim... como se pedir dinheiro emprestado com nome de outro não o fosse...
Pelo que só vejo como saída continuar a fazer o trabalho de casa. E esperar por melhores dias no que toca à envolvente económica europeia e mundial. Ainda ontem o ministro Vitor Gaspar admitiu que a execução orçamental não estava a correr como o previsto. Muito por culpa da receita que foi, para não variar, sobreestimada. Estima-se que já tenha ultrapassado o limiar da curva de um teórico qualquer que dizia que, ultrapassado esse limite, o valor da receita de impostos tenderia, não a aumentar, mas a diminuir. Pelo que o aumento de impostos não é, de modo algum, a solução milagrosa. Esta passa, agora mais do que nunca, pelo corte nas despesas supérfulas do Estado, para mal da classe política instalada. Vamos ver se o Governo é capaz disso.
Pelo que não compreendo quem diz que a culpa disto tudo é de Merkel, e que quem alinha nas mesmas ideias é subserviente. Não. A culpa é nossa e somos nós que temos que sair dela. Quanto mais cedo, melhor.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
PORTUGAL
Bom jogo, gostei da exibição. Uma equipa consciente, que nunca deu um passo maior do que a perna. Valeu, acima de tudo, por isso. Quem via o jogo, nunca pensou por um momento que aquilo fosse correr mal. Desta vez não foi jogado sobre arames, mas sim sobre chão muito seguro.
Continuo a achar que Portugal não tem um Ponta de Lança capaz de jogar à bola. Temos, quando muito, uns desenrascados que por lá andam e que a maioria das vezes até estragam o trabalho dos outros. Enfim, é o que temos. Penso mesmo que até o Pauleta com os seus não sei quantos anos, com uma meia dúzia de treinos físicos para ficar em forma ainda era melhor que estes dois.
Dois. Porque Nelson Oliveira não conta. E não deve contar tão cedo, dada a sua juventude. Mas penso que é melhor que aqueles dois. E que, se tudo correr dentro do normal e Jesus lhe der rodagem, vai ser o futuro ponta de lança da selecção. Mas a pressão fala mais alto e, nestas alturas, é preferível optar por alguém que, não sendo tão bom, tem mais anos de experiência.
Mas Portugal não é só a selecção. É também Rui Costa. E não vi ninguém a fazer grandes documentários e a entrar em casa e a ver quais são os rituais da sorte do ciclista. É pena que neste país uns sejam filhos e outros sejam enteados. É a nossa sina. Da minha parte, mais uma vez, os meus mais sinceros parabéns. Ganhar a Volta à Suíça é sempre um bom resultado, dê lá por onde der...
Continuo a achar que Portugal não tem um Ponta de Lança capaz de jogar à bola. Temos, quando muito, uns desenrascados que por lá andam e que a maioria das vezes até estragam o trabalho dos outros. Enfim, é o que temos. Penso mesmo que até o Pauleta com os seus não sei quantos anos, com uma meia dúzia de treinos físicos para ficar em forma ainda era melhor que estes dois.
Dois. Porque Nelson Oliveira não conta. E não deve contar tão cedo, dada a sua juventude. Mas penso que é melhor que aqueles dois. E que, se tudo correr dentro do normal e Jesus lhe der rodagem, vai ser o futuro ponta de lança da selecção. Mas a pressão fala mais alto e, nestas alturas, é preferível optar por alguém que, não sendo tão bom, tem mais anos de experiência.
Mas Portugal não é só a selecção. É também Rui Costa. E não vi ninguém a fazer grandes documentários e a entrar em casa e a ver quais são os rituais da sorte do ciclista. É pena que neste país uns sejam filhos e outros sejam enteados. É a nossa sina. Da minha parte, mais uma vez, os meus mais sinceros parabéns. Ganhar a Volta à Suíça é sempre um bom resultado, dê lá por onde der...
domingo, 17 de junho de 2012
RUI COSTA
Aconteceu muita coisa desde que publiquei o meu ultimo post. Felizmente, parece que o alargamento da Liga não seguiu adiante, ao mesmo tempo que, felizmente, o projecto das equipas B avançou, com todos os clubes que poderiam inscrever clubes a fazê-lo.
O Porto foi campeão, ganhou a supertaça. Foi uma época menos má, apesar de tudo. Poderiamos ter visto tudo com um canudo. Os Benfiquistas que não se queixem da arbitragem porque vai ficar ela por ela em termos de benefício e prejuizo.
Continuamos a levar boas notas da troika. Paulo Bento convocou os 23 dele, que já se esperavam, com os quais nao concordava, mas pronto, são as opções dele. Continuamos na mesma guerra do euro, com noticias boas e más a alternarem e a deixarem as pessoas inseguras. Agora meteu-se a Espanha no meio do vórtice, o que não augura nada de bom, mas pode ter o condão de fazer a Europa mexer-se e definir qual a sua - boa ou má - solução.
Hesjedal ganhou o Giro de Italia. Surpresa, só para quem não viu. Estava bem, e para um não trepador, safou-se muito bem nas etapas mais duras. Enfim, muita coisa se passou nos últimos tempos e estas são as coisas mais marcantes para mim e que me lembro neste momento.
No meio disto tudo, hoje tive uma boa notícia. O senhor com o nome que intitula o post (não o jogador do Benfica, o outro, o ciclista) ganhou a Volta à Suiça. Depois de uma etapa na Volta à França, da vitória nos 4 dias de Dunquerque e de muitas outras boas exibições, Rui Costa ganhou a Volta à Suiça.
Rui Costa tem muito a agradecer a Valverde. Porque ele o ajudou e muito. Também porque lhe interessava para a equipa, mas podia ter sido egoista e obrigar Rui Costa a trabalhar para ele. Mas não, colaborou com Costa e assim a Movistar ganhou.
Fica assim provado que temos pelo menos um ciclista para poder ganhar uma grande volta. Continuo a acreditar que Machado também tem essa capacidade, mas pode não estar na equipa certa, uma vez que tem uma série de vedetas para trabalhar enquanto Rui Costa só tem mesmo Valverde.
É mais uma boa notícia para Portugal. E é com notícias destas que podemos levantar a moral e sair da crise. Pode ser que a Selecção (sim, continuo a escrever de acordo com a antiga ortografia) dê uma ajuda...
O Porto foi campeão, ganhou a supertaça. Foi uma época menos má, apesar de tudo. Poderiamos ter visto tudo com um canudo. Os Benfiquistas que não se queixem da arbitragem porque vai ficar ela por ela em termos de benefício e prejuizo.
Continuamos a levar boas notas da troika. Paulo Bento convocou os 23 dele, que já se esperavam, com os quais nao concordava, mas pronto, são as opções dele. Continuamos na mesma guerra do euro, com noticias boas e más a alternarem e a deixarem as pessoas inseguras. Agora meteu-se a Espanha no meio do vórtice, o que não augura nada de bom, mas pode ter o condão de fazer a Europa mexer-se e definir qual a sua - boa ou má - solução.
Hesjedal ganhou o Giro de Italia. Surpresa, só para quem não viu. Estava bem, e para um não trepador, safou-se muito bem nas etapas mais duras. Enfim, muita coisa se passou nos últimos tempos e estas são as coisas mais marcantes para mim e que me lembro neste momento.
No meio disto tudo, hoje tive uma boa notícia. O senhor com o nome que intitula o post (não o jogador do Benfica, o outro, o ciclista) ganhou a Volta à Suiça. Depois de uma etapa na Volta à França, da vitória nos 4 dias de Dunquerque e de muitas outras boas exibições, Rui Costa ganhou a Volta à Suiça.
Rui Costa tem muito a agradecer a Valverde. Porque ele o ajudou e muito. Também porque lhe interessava para a equipa, mas podia ter sido egoista e obrigar Rui Costa a trabalhar para ele. Mas não, colaborou com Costa e assim a Movistar ganhou.
Fica assim provado que temos pelo menos um ciclista para poder ganhar uma grande volta. Continuo a acreditar que Machado também tem essa capacidade, mas pode não estar na equipa certa, uma vez que tem uma série de vedetas para trabalhar enquanto Rui Costa só tem mesmo Valverde.
É mais uma boa notícia para Portugal. E é com notícias destas que podemos levantar a moral e sair da crise. Pode ser que a Selecção (sim, continuo a escrever de acordo com a antiga ortografia) dê uma ajuda...
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